Em Pequim, chineses veem reunião entre Xi Jinping e Trump como projeção da ascensão do país
Não está claro se a recepção elaborada oferecida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao seu homólogo chinês em Washington impressionou o presidente Xi Jinping, mas, para o público chinês, ela causou forte impacto.
A rara recepção de Trump a Xi e à sua esposa, Peng Liyuan, no aeroporto, assim como os eventos bilaterais e culturais dos quais os líderes participaram, foram amplamente cobertos – e elogiados – pela mídia estatal chinesa. Quem acompanhou de casa viu uma China elevada em status.
“Li nas notícias que o padrão da recepção dos EUA ao presidente Xi foi muito alto”, disse Xiang Ziyu, estudante de pós-graduação em Pequim, à Associated Press. “Fiquei bastante impressionado, porque isso mostra que nosso país se tornou realmente poderoso.”
Essa percepção foi compartilhada por várias pessoas entrevistadas pela AP, assim como em comentários nas redes sociais chinesas, que elogiaram a cooperação da China com os Estados Unidos. O jornal oficial Peoples Daily dedicou toda a primeira página à viagem, com seis fotos dos encontros entre Xi e Trump.
Enquanto isso, no mecanismo de busca chinês Baidu, os três assuntos mais pesquisados nesta sexta-feira eram as conversas entre Trump e Xi; o jantar de Estado do qual participaram Xi e Peng; e as saudações de Xi ao povo chinês por ocasião do Festival do Meio do Outono, celebrado nesta sexta-feira.
Shen Zuohang, morador de Pequim, disse ter se sentido tranquilizado pela cobertura e pela aparente disposição de Trump e Xi de chegar a entendimentos em temas como comércio, inteligência artificial (IA) e segurança. “Não temos guerra comercial nem conflito militar. Mesmo na questão de Taiwan, estamos avançando em uma boa direção, em vez de termos um confronto acalorado”, afirmou Shen. “Os dois lados estão tratando as questões de maneira mais conciliatória.”
Segundo o Ministério das Relações Exteriores da China, Xi pediu a Trump que se opusesse à independência de Taiwan, uma ilha democrática que a China reivindica como parte de seu território, e que tratasse a questão com cautela. Trump não fez comentários imediatos sobre Taiwan, mas havia descrito anteriormente as vendas de armas dos EUA à ilha como passíveis de negociação com a China.
Xiang, o estudante, afirmou que, de modo geral, a cúpula enviou um sinal positivo e ajudará a melhorar a percepção do público chinês sobre as relações entre os dois países. “É melhor do que não se comunicar”, disse. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.