Empresário morto em barbearia no PR em junho chegou 10 segundos após saída do verdadeiro alvo
O empresário Hugo Gabriel Moll, de 38 anos, foi morto por engano durante um ataque a tiros em uma barbearia de Ponta Grossa, no Paraná, em 19 de junho. De acordo com a investigação da Polícia Civil do Paraná (PCPR), o verdadeiro alvo dos criminosos havia deixado o estabelecimento cerca de dez segundos antes da chegada da vítima.
A informação foi divulgada na manhã desta terça-feira, 28, após uma operação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Militar do Paraná (PMPR), que resultou na prisão de cinco suspeitos e no cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão relacionados ao caso. Como o nome dos suspeitos não foi revelado, não foi possível localizar as defesas.
Segundo o delegado da PCPR Luís Gustavo Timossi, um homem invadiu a barbearia na ocasião e efetuou diversos disparos. Hugo Gabriel Moll foi atingido na cabeça e morreu no local.
“As investigações apontaram que o empresário foi morto por engano. Conforme apurado, o verdadeiro alvo da ação criminosa era um homem investigado por envolvimento com o tráfico de drogas, que havia deixado a barbearia cerca de dez segundos antes da chegada da vítima”, afirmou o delegado.
O proprietário do estabelecimento, João Vitor Pereira, também foi baleado no tórax e foi socorrido. A polícia não informou o seu estado de saúde. O barbeiro foi baleado em uma aparente tentativa dos criminosos de eliminar uma testemunha do ataque.
As investigações também identificaram a participação dos cinco suspeitos. Conforme a apuração, um homem de 34 anos teria organizado a ação criminosa. Outro investigado, de 24 anos, é apontado como responsável pelo apoio logístico e pelo fornecimento da arma utilizada no crime. Um terceiro suspeito, de 27 anos, teria monitorado o alvo e dirigido o veículo usado na fuga.
Sobre os outros dois investigados, de 25 e 19 anos, a Polícia Civil informou que a participação de cada um ainda será detalhada após a conclusão das diligências complementares. Após os procedimentos necessários, os cinco investigados foram encaminhados ao sistema penitenciário.
