Eu também toparia abrir o meu sigilo; quem é eleito não devia ter sigilo, diz Alckmin

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O vice-presidente e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSB), disse nesta quarta-feira, 21, que, caso também fosse exigido, aceitaria abrir seus sigilos telefônico e bancário para comprovar a idoneidade da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Perfeitamente abriria os sigilos, claro. Aliás, eu acho que quem é eleito presidente, vice-presidente não devia ter sigilo. Nem fiscal, nem bancário, nem telefônico. A vida pública é pública. Tem que ser transparente. Quem quer ter vida privada vai cuidar do setor privado. Agora, não é possível ter vida pública e não prestar contas à sociedade”, disse Alckmin em coletiva de imprensa em São Paulo.

No debate organizado pela TV Bandeirantes e o Estadão no último domingo, Lula propôs que ele e seu adversário na disputa do segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL), abrissem os próprios sigilos e os de familiares. O pedido foi protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em resposta, Flávio condicionou a abertura de seus sigilos à inclusão, por parte de Lula, de informações a respeito do sigilo do ex-chefe de gabinete do presidente, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, além de dados de cartões corporativos.

Sobre as novas exigências por parte do senador, Alckmin disse que Flávio “está dando desculpa” para não conceder as informações. “Flávio Bolsonaro fez 19 exigências para abrir o sigilo. Está dando desculpa. Agora, a campanha do presidente Lula se pronunciou através do ministro Camilo Santana. Nós concordamos com os 19 pontos e podem abrir sigilo”, disse Alckmin.

O vice-presidente também criticou a postura do senador no debate presidencial organizado pela TV Bandeirantes e o Estadão. Segundo Alckmin, Flávio foi “desrespeitoso” com Lula, não respondeu aos questionamentos do presidente e contou mentiras. “Quando você ouve aquela conferência dos fatos, o campeão de não responder ou não corresponder aos fatos foi nosso adversário. Impressionante. Não respondeu nenhum dos questionamentos feitos e muitas das informações não batem com os fatos”, disse Alckmin.

Ele não respondeu, porém, se a participação de Lula no próximo debate, da TV Globo, agendado para a próxima sexta-feira, está condicionada à presença de checagem em tempo real das falas. O pedido pela checagem à Globo vem sendo ventilado pela equipe do presidente.

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Estadão

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