EUA enviam US$ 320 milhões em apoio militar ao Egito, que enfrenta tensões com países vizinhos
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, suspendeu restrição por preocupações com direitos humanos e liberou US$ 320 milhões em ajuda militar ao Egito, citando o papel do país na cooperação de segurança com Washington – em especial, sua atuação desde o início do conflito com o Irã neste ano.
Rubio assinou a dispensa na quinta-feira alegando “interesse na segurança nacional dos EUA”, segundo o Departamento de Estado. Conforme ele, a decisão reflete a importância do Egito para os americanos e a “cooperação concreta” fornecida ao país.
Em carta a parlamentares, obtida pela Associated Press, Rubio destacou particularmente o “papel útil” do Egito na guerra com o Irã. O país tem atuado como um dos principais mediadores para encerrar o conflito, que já dura mais de sete meses.
Os recursos de US$ 320 milhões fazem parte do aporte anual de US$ 1,3 bilhão em assistência econômica e militar dos EUA ao Egito, dentro de um projeto que permite aos países beneficiários comprar armamentos produzidos por americanos.
O Congresso dos EUA incluiu exigências de condicionantes por preocupações com direitos humanos, considerado problemático por especialistas diante do histórico egípcio de tortura, prisões arbitrárias, trabalho infantil e restrições à liberdade de expressão.
A decisão de Rubio foi anunciada no mesmo dia em que um grupo de seis jornalistas, que compunham todo o time editorial de um jornal independente do Egito, foram levados por autoridades sob acusação de pertencer à Irmandade Islâmica e produzir notícias online em troca de financiamento estrangeiro. O cofundador do Matsadaash, Abdelrahman Mansour, negou as acusações e disse que não se sabe o paradeiro dos jornalistas.
Ainda na noite da quinta-feira, a Comissão da União Africana pediu que Etiópia, Eritreia e Egito evitem piorar as tensões regionais de modo que ameace a paz e estabilidade local, após série de fechamentos recíprocos de embaixadas e canais diplomáticos entre os países vizinhos. “A Comissão urge que os três países enderecem diferenças por meio da diplomacia e diálogo pacífico”, disse em comunicado, segundo a Reuters.
*Com informações da Associated Press