Ex-príncipe Andrew pede anulação de mandados de busca relacionados ao caso Epstein

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O ex-príncipe da monarquia britânica Andrew Mountbatten-Windsor entrou com uma ação judicial para contestar os mandados que autorizaram buscas realizadas em duas de suas residências no início deste ano, no âmbito de uma investigação relacionada ao criminoso sexual Jeffrey Epstein.

Um porta-voz da Justiça informou nesta segunda-feira, 5, que Andrew busca “anular os mandados de busca emitidos por um juiz do Tribunal Penal Central em 18 de fevereiro de 2026”.

Segundo a fonte, uma audiência será realizada nesta quinta-feira, 8, perante um juiz da Alta Corte de Londres. A informação foi inicialmente publicada pelo jornal britânico The Telegraph, que informou que Andrew havia solicitado ao tribunal que determinasse se a Polícia do Vale do Tâmisa agiu legalmente ao revistar seus endereços.

O advogado Mark Stephens, do escritório Howard Kennedy, em Londres, afirmou que, caso a Justiça decida a favor de Andrew, as autoridades não poderão utilizar as provas descobertas durante as buscas em nenhum processo contra ele.

“Acho que o mais importante a se concluir disso é que isso mostra que Andrew e seus advogados estão levando esse mandado de busca e a possibilidade de acusações extremamente a sério”, disse Stephens à Associated Press. “E acho que isso sinaliza que talvez haja mais por vir. E talvez acusações sejam apresentadas mais adiante.”

A Polícia do Vale do Tâmisa afirmou, nesta segunda-feira, que a investigação continua e confirmou que a corporação está envolvida em um processo judicial relacionado aos mandados de busca. Um porta-voz se recusou a fazer mais comentários enquanto o processo estiver em andamento.

Andrew foi preso em 19 de fevereiro devido a seus vínculos com Epstein e liberado cerca de 11 horas depois. Ele nega qualquer irregularidade em relação ao caso.

As buscas ocorreram em sua residência em Sandringham, no leste da Inglaterra, e em sua antiga casa em Windsor, a cerca de 30 quilômetros a oeste de Londres.

O irmão do rei Charles III é investigado por “má conduta no exercício de função pública”, sob suspeita de ter enviado documentos econômicos confidenciais a Epstein quando era Representante Especial do Reino Unido para o Comércio Internacional, entre 2001 e 2011.

Além disso, a polícia britânica também investiga uma acusação de agressão sexual apresentada contra ele.

Andrew não foi formalmente acusado até o momento.

Afastado da família real e destituído de seus títulos em 2025, o ex-príncipe foi obrigado a deixar a residência de Royal Lodge, em Windsor, onde vivia havia cerca de 20 anos, e se mudar para a propriedade particular do rei em Sandringham, em Norfolk.

Andrew foi acusado de agressões sexuais pela americana Virginia Giuffre quando ela tinha 17 anos. A mulher tirou a própria vida em abril de 2025, aos 41 anos.

*Com informações de agências internacionais.

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Estadão

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