F-1: Reunião entre FIA, chefes de equipes e fabricantes define ajustes ao regulamento
As mais diversas reclamações de pilotos e das escuderias, como Max Verstappen, Lando Norris e Fernando Alonso, deu resultado e, após reunião nesta segunda-feira com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), ficou definido que o regulamento de 2026 da Fórmula 1 passará por ajustes em busca de aprimoramento.
“Diversos ajustes ao regulamento do Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA de 2026 foram acordados hoje durante uma reunião online entre a FIA, os chefes de equipe, os CEOs dos fabricantes de unidades de potência e a FOM”, divulgou a entidade que organiza a F-1.
As modificações reveladas pela FIA já serão implementadas no Grande Prêmio de Miami, nos Estados Unidos, agendado para o primeiro fim de semana de maio.
Entre os aprimoramentos estão a redução da recarga máxima de energia nos treinos, o limite de potência máxima para dar segurança e consistência nas corridas, um novo sistema de detecção de partida e mais segurança em provas em condições de chuva.
“As propostas finais apresentadas na reunião de hoje foram o resultado de uma série de consultas realizadas nas últimas semanas entre a FIA, representantes técnicos e ampla contribuição dos pilotos de F-1”, destacou a FIA.
“As discussões sobre possíveis ajustes foram baseadas em dados coletados nos três primeiros eventos da temporada. O regulamento de 2026 foi desenvolvido e acordado em estreita parceria com a FIA, equipes, fabricantes de equipamentos originais (OEMs), fabricantes de unidades de potência e a FOM. As alterações ao regulamento foram discutidas tendo como pano de fundo essa colaboração.”
CONFIRA AS ATUALIZAÇÕES NO REGULAMENTO DA F-1:
1 – Qualificação – promoção do desempenho
Ajustes nos parâmetros de gerenciamento de energia, incluindo uma redução na recarga máxima permitida de 8 MJ para 7 MJ, visam reduzir o consumo excessivo de energia e incentivar uma condução mais consistente em velocidade máxima. Essa alteração tem como objetivo reduzir a duração máxima do superclip para aproximadamente 2 a 4 segundos por volta.
A potência máxima do Superclip aumentou para 350 kW, ante os 250 kW anteriores, reduzindo ainda mais o tempo de recarga e a carga de trabalho do piloto na gestão de energia. Essa mudança também será aplicada em condições de corrida.
O número de eventos em que podem ser aplicados limites alternativos de energia mais baixos foi aumentado de 8 para 12 corridas, permitindo uma maior adaptação às características do circuito.
2 Corrida – maior segurança e consistência de desempenho
A potência máxima disponível através do Boost em condições de corrida agora está limitada a +150 kW (ou ao nível de potência atual do carro no momento da ativação, se for superior), limitando as diferenças repentinas de desempenho.
A potência do MGU-K será mantida em 350 kW nas principais zonas de aceleração (da saída da curva até o ponto de frenagem, incluindo as zonas de ultrapassagem), mas será limitada a 250 kW em outras partes da volta.
Essas medidas visam reduzir as velocidades de aproximação excessivas, mantendo as oportunidades de ultrapassagem e as características gerais de desempenho.
3 – Início da corrida – mecanismos de segurança aprimorados
Foi desenvolvido um novo sistema de “detecção de partida com baixa potência”, capaz de identificar carros com aceleração anormalmente baixa logo após a liberação da embreagem.
Nesses casos, o acionamento automático do MGU-K será ativado para garantir um nível mínimo de aceleração e mitigar os riscos relacionados à largada, sem introduzir qualquer vantagem esportiva.
Está sendo introduzido um sistema de alerta visual associado, que ativa luzes intermitentes (traseiras e laterais) nos veículos afetados para alertar os motoristas que vêm atrás.
Uma reinicialização do contador de energia no início da volta de formação também foi implementada para corrigir uma inconsistência do sistema previamente identificada.
4 – Condições de chuva – melhorando a segurança e a visibilidade
As temperaturas da camada isolante dos pneus intermediários foram aumentadas com base no feedback dos motoristas, a fim de melhorar a aderência inicial e o desempenho dos pneus em piso molhado.
A ativação máxima do ERS será reduzida, limitando o torque e melhorando o controle do carro em condições de baixa aderência.
Os sistemas de iluminação traseira foram simplificados, com sinais visuais mais claros e consistentes para melhorar a visibilidade e o tempo de reação dos motoristas que seguem atrás em condições adversas.

