Festival de Berlim seleciona filme com Lázaro Ramos e outros cinco brasileiros

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A 76ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim, mais conhecido como Berlinale, já conta com representantes brasileiros. Os filmes Feito Pipa, dirigido por Allan Deberton e estrelado por Lázaro Ramos, e Quatro Meninas, de Karen Suzane, foram selecionados para a mostra Generation, dedicada a filmes com temáticas e protagonistas infantojuvenis.

Além deles, serão exibidos na mostra a animação Papaya, de Priscilla Kellen, e o documentário A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai, que já haviam sido anunciados anteriormente na programação do festival.

Já a mostra Panorama selecionou Isabel, filme com Marina Person do cineasta Gabe Klinger, e Se eu fosse vivo… vivia, de André Novais Oliveira.

Em comunicado à imprensa, Allan Deberton celebrou a seleção de Feito Pipa e disse que participar do festival é a “conquista da melhor vitrine que este filme poderia ter”.

Tanto a Generation quanto a Panorama não fazem parte da competição oficial pela Urso de Ouro, cuja seleção ainda não foi divulgada, mas são consideradas importantes dentro da programação do festival.

A mostra Generation é dividida em duas categorias, Generation Kplus (sobre crianças) e Generation 14Plus (sobre adolescentes), e premiam um filme cada com o Urso de Cristal. Na Panorama, os filmes competem por um prêmio do público.

O festival ocorre entre os dias 12 e 22 de fevereiro. No ano passado, o Brasil foi um dos destaques: o filme norueguês Dreams levou o prêmio principal, mas o brasileiro O Último Azul, de Gabriel Mascaro, ficou com o Urso de Prata, o Grande Prêmio do Júri, uma espécie de segundo lugar.

Conheça os filmes:

Feito Pipa, de Allan Deberton

Com Yuri Gomes, Teca Pereira, Lázaro Ramos, Carlos Francisco e Georgina Castro, o filme acompanha Gugu, um menino de quase 12 anos que tem o sonho de se tornar um jogador de futebol. Criado pela avó, ele luta para esconder o fato de que ela está cada vez mais frágil com medo de ter que ir morar com o pai, que não aceita quem ele é. O filme faz sua estreia mundial na Berlinale.

Papaya, de Priscilla Kellen

A animação acompanha um semente da floresta amazônica que é apaixonada por voar e, por isso, evita criar raízes. Quando ela entende o poder delas, isso gera uma revolução que muda seu mundo de forma inesperada.

A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai

Em seu novo documentário, a diretora Eliza Capai registra a vida de meninas cruzando a barreira da infância para a adolescência no sertão do Piauí, enquanto se encontram “divididas entre o passado difícil de suas mães e os sonhos fantásticos para o futuro”.

Quatro Meninas, de Karen Suzane

Coprodução com os Países Baixos, o longa-metragem de estreia de Karen Suzane é ambientado em 1885 e acompanha quatro adolescentes negras que decidem fugir do internato onde vivem durante um período em que a escravidão ainda não havia sido abolida.

Isabel, de Gabe Klinger

Coprodução com a França, o filme de Gabe Klinge acompanha Isabel (Marina Person), uma sommelier de São Paulo que sonha em escapar do chefe abrir seu próprio bar. O roteiro foi escrito por Klinge em parceria com Marina.

Se eu fosse vivo… vivia, de André Novais Oliveira

Quarto longa-metragem de André Novais Oliveira, Se eu fosse vivo… vivia conta a história de Gilberto e Jacira, casal que promete envelhecer junto “- na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença. Até que a morte os separe”. O filme tem participação de Conceição Evaristo.

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Estadão

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