Fiesp: acordo Mercosul-UE libera comércio de bens, facilita serviços e dá segurança jurídica

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A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) afirmou por meio de nota que o acordo comercial assinado neste sábado, 17, entre Mercosul e União Europeia (UE) é um marco para a integração externa brasileira. “Além de liberalizar o comércio de bens, facilita o comércio de serviços e dá mais segurança jurídica aos investimentos bilaterais, cujo estoque originário da UE no Brasil atingiu US$ 290 bilhões em 2024, consolidando-se como o maior investidor no País”, afirma a federação.

A instituição cita que a UE é o segundo maior parceiro comercial do Brasil e que as trocas bilaterais alcançaram US$ 100 bilhões em 2025. No entanto, para que esse legado se transforme em ganhos reais, na visão da Fiesp, o Brasil precisa interpretar o momento como uma nova fase de pragmatismo comercial.

“O processo de 25 anos com a União Europeia não pode ser a regra. O evento de hoje deve servir de aprendizado para que os entendimentos bilaterais futuros do Brasil acompanhem a velocidade das transformações globais e, também, institucionalize uma diplomacia empresarial ativa e constante, colocando o setor produtivo no centro das decisões de política externa”, diz o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

Segundo a instituição, a análise dos cronogramas de redução tarifária revela oportunidades concretas. Setores como café (US$ 7,3 bilhões) e ferro e aço (US$ 1,7 bilhão) terão tarifas zeradas em até sete anos. Calçados e têxteis, outro exemplo, serão desgravados em até dez anos. “O acesso a 450 milhões de consumidores europeus que o acordo tem a oferecer é uma oportunidade histórica, mas não está isenta de riscos”, afirma a entidade.

A Fiesp afirma que vai atuar pela rápida ratificação do acordo no Congresso Nacional, mas alerta que é necessário o País fazer o “dever de casa” focado na competitividade. “Sem a superação de entraves do Custo Brasil e uma postura ativa do governo contra eventuais barreiras de caráter não tarifário pelo parceiro comercial, as vantagens teóricas do tratado correm o risco de não se traduzirem em benefícios para o nosso País”, diz a nota.

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Estadão

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