Flávio percorre orla de Salvador entre gritos de ‘volta, Bolsonaro’ e provocações de petistas
Gritos de “volta, Bolsonaro”, bandeiras com o nome do ex-presidente e o número 22 e apoiadores vestidos de verde-e-amarelo marcaram o deslocamento do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pela orla de Salvador neste sábado, 17. O presidenciável chegou à mobilização por volta das 16 horas, quando o caminhão de som começou a seguir do Morro do Cristo em direção ao Farol da Barra.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), participaram do ato. Flávio recebeu apoio do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil), derrotado na disputa pelo governo baiano, ocuparam a parte alta da estrutura. O ex-ministro João Roma (PL) também acompanhou a mobilização.
Ao longo do percurso, apoiadores lançaram camisas para que Tarcísio as autografasse. Um homem acompanhava o veículo com o auxílio de uma muleta. Quem tentava chegar ao Farol sem seguir pelo aperto do trajeto principal se distribuía pelas ruas transversais e pelos acessos por trás da orla. Manifestações nas janelas de alguns edifícios pontuaram a passagem da comitiva.
No Barra Flat, apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fizeram provocações e o gesto de “L” com as mãos em direção aos manifestantes bolsonaristas. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) assumiu o microfone e reagiu: “Vamos dar um recado para os petistas: Lula, ladrão, seu lugar é na prisão. A Bahia acordou.”
Na Bahia, Lula teve 5.664.771 votos (66,17% dos válidos) contra 2.442.585 (28,53%) de Flávio Bolsonaro.
O repertório da mobilização incluiu o refrão “Quem ficar parado é petista disfarçado” e uma homenagem ao cantor Netinho, que morreu no último dia 13, com a expressão “Netinho eterno”, em um dos edifícios.
Um cartaz apresentava a disputa como um confronto entre “patriotas” e “comunistas”, em vez de bolsonaristas e lulistas. Também foram levantadas bandeiras de Israel e dos Estados Unidos.
Sem acesso ao caminhão de som onde estava o time de Flávio, a imprensa se dividiu entre pontos de apoio ao longo do percurso, como o restaurante Barravento, para acompanhar a passagem dos candidatos e aliados.