Flávio repete pai e defende que bolsas de estudo sejam para tecnologia ou algo que ‘agregue’

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou nesta terça-feira, 22, o uso de dinheiro público para financiar bolsas de estudo a setores que “não agreguem nada”. Segundo ele, os recursos precisam ser direcionados para tecnologia, inovação e inteligência artificial.

“Em universidades, o dinheiro público não pode ser utilizado para pagamento de bolsas em assuntos que não vão agregar em absolutamente nada ao nosso País. Nossas bolsas têm que ser para desenvolver tecnologia, inovação, inteligência artificial”, declarou a jornalistas, durante visita a São Luís (MA).

A declaração reforça o discurso bolsonarista contra bolsas de estudo para áreas como as ciências humanas. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por exemplo, costumava defender que o ensino básico nas escolas priorizasse o ensino de matemática e não disciplinas como filosofia.

Flávio Bolsonaro afirmou que o investimento em educação no Brasil já é alto, mas mal empregado. “Os investimentos em educação são muito altos, são grandes, só que são mal feitos”, disse. O candidato também afirmou que pretende cobrar métricas de desempenho nas universidades e revisar currículos e a formação de professores.

Aceno ao Agro

Na agricultura, Flávio prometeu ampliar a concessão de títulos de propriedade. “Quero bater um recorde do presidente Bolsonaro, que deu mais de 420 mil títulos de propriedade urbana e rural para brasileiros que esperavam há décadas”, disse.

O candidato também prometeu gratuidade nos registros em cartório e defendeu a criação de mecanismos para garantir a comercialização da produção da agricultura familiar. “Você vai plantar já sabendo que vai conseguir vender”, afirmou. Também prometeu oferecer crédito “barato, acessível a todo o produtor rural, incluindo os produtores familiares”.

Flávio voltou a defender a ampliação da transposição do Rio São Francisco, com a construção de ramais para levar água às residências do Nordeste.

Quaest

Flávio também comentou o levantamento Quaest divulgado na segunda-feira 21, que o mostra com 42% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que soma 41%. “É reconhecimento de que estamos comunicando um projeto de prosperidade”, afirmou.

Segundo a pesquisa, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro registra agora uma vantagem de 1 ponto porcentual em relação ao petista, menor do que a pesquisa do último dia 14, que apontava diferença de 2 pontos a favor de Flávio. No levantamento da semana passada Flávio aparecia com 42%, ante 40% de Lula. A situação atual segue a de empate técnico entre os dois principais candidatos.

Contratada pelo jornal O Globo e pela TV Globo, a pesquisa ouviu presencialmente 2.004 eleitores entre 17 e 20 de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06004/2026.

PUBLICIDADE
Estadão

Todas as notícias de Londrina, do Paraná, do Brasil e do mundo.