Fluminense flerta com eliminação, mas vence o Bolívar e segue vivo na Libertadores

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O Fluminense esteve muito perto de transformar a Libertadores em um enorme desastre precoce, mas conseguiu sobreviver no Maracanã. Pressionado e sem margem para erro, o time de Luis Zubeldía derrotou o Bolívar por 2 a 1, nesta terça-feira, pela quinta rodada da fase de grupos, conquistando sua primeira vitória no torneio e mantendo vivo o sonho da classificação às oitavas de final.

O resultado tira o Fluminense da lanterna do Grupo C e recoloca o clube na briga pela vaga. O Tricolor chegou aos cinco pontos, mesma pontuação do próprio Bolívar, enquanto o Independiente Rivadavia lidera com dez e encara o La Guaira, que soma três, nesta quinta-feira. Uma derrota no Maracanã eliminaria matematicamente os cariocas.

Sabendo da necessidade desesperadora da vitória, o Fluminense começou a partida em ritmo intenso e tentou sufocar o adversário desde os primeiros minutos. Antes mesmo dos cinco, já havia criado duas oportunidades perigosas. A pressão deu resultado rapidamente. Aos cinco minutos, Lucho Acosta aproveitou o início desorganizado do Bolívar, dominou com liberdade e bateu firme para abrir o placar, incendiando o Maracanã.

O cenário parecia confortável, principalmente porque o Bolívar iniciou a partida cometendo erros simples de passe e mostrando dificuldade para suportar a pressão. Mas o time boliviano cresceu justamente quando o Fluminense diminuiu a intensidade. E bastou a primeira grande chance para castigar os donos da casa. Aos 23 minutos, Melgar recebeu de Romero dentro da área e finalizou forte, sem chances para Fábio, deixando tudo igual.

O empate aumentou o nervosismo do Fluminense, que voltou a dominar o jogo, rondando constantemente a área adversária, mas encontrando muita dificuldade para infiltrar na defesa boliviana. A melhor oportunidade antes do intervalo veio em chute de Hércules de fora da área, obrigando Lampe a trabalhar.

Na segunda etapa, o Fluminense aumentou o volume ofensivo e chegou a balançar as redes aos 18 minutos. Reytes cruzou na área, John Kennedy tentou o desvio sem tocar na bola, e Castillo apareceu livre na segunda trave para completar. O lance, porém, foi anulado por impedimento após sinalização da arbitragem.

O gol que manteve o Fluminense vivo na Libertadores saiu aos 25 minutos. Soteldo cruzou pela esquerda, a bola desviou no meio do caminho e sobrou limpa para John Kennedy. Livre na marca do pênalti, o atacante bateu de canhota, colocado, sem qualquer chance para Lampe, fazendo explodir o Maracanã.

Os minutos finais foram de tensão absoluta para os tricolores. Precisando desesperadamente do resultado, o Bolívar se lançou ao ataque e empurrou o Fluminense para trás. Em um dos lances mais perigosos, após bate-rebate dentro da área, Robson Matheus finalizou de esquerda e assustou Fábio ao mandar a bola muito perto da trave.

FICHA TÉCNICA

FLUMINENSE 2 X 1 BOLÍVAR

FLUMINENSE – Fábio; Guga (Samuel Xavier), Ignácio, Freytes e Guilherme Arana; Hércules, Nonato (Rodrigo Castillo) e Lucho Acosta; Canobbio (Soteldo), John Kennedy (Cano) e Savarino (Ganso). Técnico: Luis Zubeldía.

BOLÍVAR – Lampe; Arreaga, Gariglio e Echeverría; Jesús Sagredo (Luis Paz), Robson Matheus, Justiniano, Melgar (Ervin Vaca) e José Sagredo; Dorny Romero e Pato Rodríguez (Lucas Chávez). Técnico: Vladimir Soria.

GOLS – Lucho Acosta, aos cinco, e Calros Melgar, aos 24 minutos do primeiro tempo. John Kennedy, aos 25 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Freytes, Ganso, Guga e Lucho Acosta (Fluminense); Dorny Romero e Echeverría (Bolívar)

ÁRBITRO – Andrés Matonte (URU)

RENDA – R$ 995.259,50

PÚBLICO – 62.819 torcedores

LOCAL – Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).

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Estadão

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