Garotinho (Republicanos) descarta apoio a Paes e Ruas em eventual 2º turno no RJ
O candidato ao governo do Rio Anthony Garotinho (Republicanos) descartou apoiar Eduardo Paes (PSD) ou Douglas Ruas (PL) em um eventual segundo turno. A declaração foi dada a jornalistas nesta manhã, no local de votação do ex-governador, o Colégio Zaccaria, no bairro do Catete, na zona sul do Rio.
“Não existe menos bandido. Os dois são bandidos”, afirmou.
No sábado, em uma live nas redes sociais, Garotinho havia dito que poderia conversar com o candidato do PL. Neste domingo, no entanto, ele explicou que a possibilidade de diálogo não significava necessariamente apoio.
“Com o outro Douglas Ruas eu posso até conversar. Não quer dizer que eu vou votar”. Ele acrescentou que também não faria parte de eventual governo Paes ou Ruas.
Garotinho defendeu a realização de uma nova eleição caso seja o candidato mais votado no primeiro turno e seus votos sejam posteriormente anulados pela Justiça Eleitoral.
Terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, Garotinho terá os votos enquadrados na categoria “anulados sub judice”, de acordo com decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ressalva acontece porque Garotinho teve a candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), mas ainda não há uma decisão definitiva do TSE, instância superior.
Segundo ele, pela lei eleitoral, caso o candidato com registro impugnado, com votos anulados “sub judice”, tenha maior número de votos válidos em uma eleição, seria convocado novo pleito. “É o que diz o artigo 274 parágrafo terceiro do código eleitoral”, disse.
O candidato afirmou que seus advogados apresentaram um novo recurso em Brasília contra a decisão que retirou o efeito da liminar que permitia que sua candidatura permanecesse válida. Ele classificou a decisão judicial como ilegal e afirmou que pretende “recorrer até o fim”.
Na eleição presidencial, Garotinho declarou voto em Flávio Bolsonaro (PL). “Decidi hoje pela manhã”, disse. Ele ressaltou, porém, que não considera nem Flávio, nem Lula os candidatos ideais.
“Nenhum dos dois vai enfrentar o principal problema que, para mim, deveria ser enfrentado, que é o pagamento de juros a essa elite financeira do Brasil. Nenhum dos dois vai enfrentar isso, mas, pelo menos na questão da segurança pública, eu espero que ele Flávio seja melhor que o Lula”, afirmou.