Governo da Venezuela convoca ‘forças sociais e políticas’ a ativarem planos de mobilização

O Governo da Venezuela classificou a operação militar dos Estados Unidos como uma agressão que busca apenas se apoderar dos recursos naturais do país, e convocou o povo a ir para as ruas contra o ataque. Os EUA atacaram a Venezuela com bombardeios em Caracas e capturaram o ditador Nicolás Maduro e sua esposa neste sábado, 3. O presidente americano, Donald Trump, confirmou a informação.
“A República Bolivariana da Venezuela rejeita, repudia e denuncia perante a comunidade internacional a gravíssima agressão militar perpetrada pelo governo dos Estados Unidos contra o território e a população venezuelana”, afirmou o governo venezuelano em comunicado oficial. “O governo bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativarem os planos de mobilização e repudiarem este ataque imperialista”, acrescentou. “O povo da Venezuela e sua Força Armada Nacional Bolivariana, em perfeita fusão popular-militar-policial, encontram-se mobilizados para garantir a soberania e a paz.”
Segundo o governo local, os ataques ocorreram nas localidades civis e militares da cidade de Caracas, capital do país, e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Ainda não há um balanço com números de possíveis mortos e feridos. O governo afirmou que a operação dos EUA constitui uma violação da Carta das Nações Unidas, especialmente dos seus artigos 1 e 2, que consagram o respeito à soberania, à igualdade jurídica dos Estados e à proibição do uso da força.
“Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacional, concretamente da América Latina e do Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas”, declarou o governo na nota oficial. A Venezuela afirmou ainda que o objetivo do ataque dos EUA é se apoderar dos recursos estratégicos locais, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação.

