Governo planeja incluir transporte aéreo de carga no próximo Plano Nacional de Logística

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O governo federal planeja incluir, a partir da próxima revisão do Plano Nacional de Logística (PNL) – que deve ser feita em quatro anos -, o planejamento específico para o setor de transporte aéreo de cargas, segundo o ministro dos Transportes, George Santoro.

Santoro, durante o lançamento do PNL 2050, afirmou que, apesar de ainda reconhecer essa como uma demanda que ficou de fora do novo plano, dado o pequeno volume de notas fiscais no segmento, a conquista foi a inclusão da navegação de cabotagem no estudo para 2050.

“E isso vai fazer com que a gente, no próximo plano, aperfeiçoe e inclua a carga aérea. Ela ainda aparece com muito pequeno volume nas notas fiscais eletrônicas, e isso acabamos não capturando como relevante para ser tratado. Mas é fundamental no próximo ciclo que a gente inclua essas cargas aéreas … A ideia é que seja atualizado a cada quatro anos, no final de cada ciclo de governo”, disse ele.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que a pasta trabalha em duas frentes para fomentar a movimentação de cargas no modal aéreo, mas que parte relevante da carga aérea já é contemplada indiretamente pelo PNL por meio da análise do transporte de passageiros. Segundo ele, grande parte das mercadorias movimentadas por via aérea é transportada nos porões das aeronaves comerciais que operam voos regulares.

A primeira frente, diz, é a expansão da infraestrutura aeroportuária, com foco nos aeroportos regionais. Segundo ele, a estratégia agora é levar investimentos para terminais de menor porte por meio do Programa Ampliar. A segunda frente é o aumento da competitividade do setor aéreo.

Para isso, o governo tenta atrair novas companhias para operar no País por meio da “Agenda Conectar”, que reúne medidas tributárias, regulatórias e de infraestrutura. Franca também citou negociações entre a autoridade de aviação civil brasileira e outros cinco países sul-americanos para a criação de um mercado aéreo integrado na região.

“O direcionamento é trabalhar na infraestrutura aeroportuária e na atração de novas companhias aéreas para aumentar a competitividade e a eficiência do transporte aéreo no Brasil”, disse o ministro.

PUBLICIDADE
Estadão

Todas as notícias de Londrina, do Paraná, do Brasil e do mundo.