Haddad: Fazenda ainda estuda forma de fazer tarifa zero no transporte, com equilíbrio fiscal
O ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, voltou a comentar nesta quarta-feira, 19, sobre um possível plano nacional para implementação da tarifa zero no transporte público do País. “Nós estamos estudando, no Ministério da Fazenda, uma forma de fazer com neutralidade, não é botando dentro do próprio setor o custo, como que a gente faria para viabilizar a tarifa zero”, disse, durante sabatina realizada pela rádio CBN e os jornais O Globo e Valor Econômico.
Haddad relembrou que, anteriormente, já haviam sido estudadas modalidades de tarifa zero para a capital paulista. Ele destacou, porém, que se trata de um tema complexo, em razão da integração de modais, como o de ônibus e o transporte sob trilhos.
Em seguida, ele defendeu uma modalidade de tarifa zero por segmentos da população, como voltada a estudantes e idosos, colocada em prática sob sua gestão à frente da prefeitura. “Tem várias alternativas sendo estudadas nesse sentido”, pontuou.
Blusinhas
Durante a sabatina, Haddad também foi questionado sobre a situação fiscal de São Paulo e possíveis medidas de aumento de arrecadação ou corte de gastos. Nesse sentido, ele lembrou que, quando era ministro da Fazenda, recebeu pedido dos Estados reivindicando taxação de compras do exterior junto aos Correios, o que deu origem à chamada “taxa das blusinhas” no âmbito federal.
“Todos os secretários de Fazenda, inclusive o de São Paulo, pediram esse convênio, que foi feito com os Correios, para que essa remessa não entrasse como se fosse um presente”, disse Haddad, pontuando que o desgaste com a medida ficou apenas com o governo federal, ainda que o Estados também tivessem passado a cobrar ICMS sobre essas mercadorias.
Apesar do recuo do governo Lula em cobrar sobre essas remessas de impostos federais, Haddad disse que não vê “nenhuma disposição” entre os governadores em deixar de cobrar os impostos estaduais nessas remessas.
