Haddad promete “passar régua em contratos” e abrir espaço em investimentos na educação
O candidato do PT ao governo de São Paulo Fernando Haddad disse na manhã deste sábado, 22, que pretende “passar a régua” em contratos públicos e estimular a economia para criar espaço para investimentos em programas na área da Educação. Segundo ele, caso seja eleito, os seis primeiros meses de seu governo seriam dedicados a abrir espaço orçamentário.
A declaração foi dada durante a apresentação de suas propostas para a Educação, em evento realizado no Parque Industrial Thomas Edison, zona oeste da capital. Ao lado do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e das candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB), e Marina Silva (Rede), o ex-ministro da Fazenda prometeu ampliar o modelo dos Centros Educacionais Unificados (CEU) para todo o estado e criar uma versão paulista do programa Pé-de-Meia, destinado a estudantes do ensino médio público, que prevê pagamentos vinculados, entre outros critérios, à frequência escolar.
“Nós vamos ter que estimular a economia de um lado, passar a régua em contratos do outro, abrir espaço orçamentário e aí sim executar o programa. Vamos ter que fazer a lição de casa. A gente faz ajuste, mas não é em cima do trabalhador”, afirmou o candidato.
“Em São Paulo só se fala em coisa que não se discute em nenhum lugar do mundo. O mundo está discutindo privatização de escolas? O mundo está discutindo escola cívico militar? Nós vamos ficar aqui discutindo quanto até descobrir que esse caminho não vai dar certo? Precisa de alguém com a humildade para reconhecer que não deu certo”, disse.
Questionado, Haddad afirmou que não pretende acabar com as escolas cívico-militares. “Eu não vou expandir. Mas a comunidade escolar que quiser permanecer nesse padrão vai ter essa possibilidade”.
Em relação à valorização dos professores, o candidato disse que pretende substituir contratações com vínculos temporários por planos de carreira baseados em concursos públicos. Ele também prometeu dobrar o número de vagas em tempo integral nas escolas do estado.
“Sobre o CEU, eu acho que a gente precisa levar essa experiência do CEU para o interior de São Paulo. As pessoas precisam entender o que é uma estrutura correta. Às vezes nem banda larga a gente tem”, disse o candidato.
O modelo, instituído durante a gestão Marta Suplicy (PT) na Prefeitura de São Paulo, em 2003, reúne unidades de educação infantil e ensino fundamental, além de equipamentos de esporte, lazer e cultura na periferia da cidade.
