Ibaneis reafirma pré-candidatura ao Senado em meio às repercussões do caso Banco Master
O governador do Distrito Federal (DF), Ibaneis Rocha (MDB), reafirmou nesta terça-feira, 27, sua pré-candidatura ao Senado, após, segundo ele, terem circulado informações indicando que teria desistido da disputa. A manifestação ocorre em meio às repercussões do escândalo envolvendo a venda do Banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB), gerido e controlado pelo governo do Distrito Federal (GDF).
Ibaneis foi um dos principais fiadores das transações do BRB com o banco de Daniel Vorcaro, o que levou a oposição ao governo a acionar, na semana passada, a Câmara Legislativa e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra o governador.
“Venho, de forma clara e objetiva, reafirmar minha pré-candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, com o compromisso de seguir trabalhando por todos os brasilienses”, afirmou o governador, em publicação no X. Segundo Ibaneis, o governo local tem reconhecimento da população, refletido em obras entregues e programas sociais implementados ao longo dos últimos sete anos. “Tenho plena convicção de que o nosso projeto será vitorioso”, declarou.
Em outubro do ano passado, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e Ibaneis lideravam a disputa pelas vagas do Senado pelo DF nas eleições de 2026, segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas. Os dois estavam tecnicamente empatados na preferência do eleitorado com 34,1% e 30,2%, respectivamente.
Vorcaro disse que tratou com Ibaneis sobre venda do Master
Daniel Vorcaro afirmou à Polícia Federal (PF) que conversou “algumas vezes” com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), sobre a venda do Banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB) e citou também que o governador já esteve pessoalmente em sua casa. O governador é o primeiro político citado por Vorcaro nas investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal.
Procurado, Ibaneis disse que não conversou com Vorcaro sobre o assunto e afirmou que esteve apenas uma vez na casa do empresário por ter sido convidado para um almoço. “Estive uma vez a convite para um almoço, quando conheci ele. Entrei mudo e saí calado”, afirmou ao Estadão.
A despeito dos pareceres apontando que a compra de 58% do Master era inadequada e que não havia dados sobre a viabilidade do negócio, a Câmara Legislativa aprovou a transação no ano passado.
A votação pelos deputados distritais em agosto de 2025, foi relâmpago, com dois turnos num só dia. Mais ágil ainda foi a sanção de Ibaneis ao projeto. Apenas duas horas depois de o texto chegar a sua mesa, já estava assinado.
Como mostrou a Coluna do Estadão, o governador precisará ter pressa para socorrer os cofres do banco público, que não está imune a uma intervenção do Banco Central, em razão de insuficiência patrimonial. Para arcar com os prejuízos, o BRB apela por um aporte do GDF.

