Idealizador defende plano da Fifa e descarta ‘venda’ da Copa: ‘Associações decidem o que fazer’

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O controverso e bastante questionado plano da Fifa para construir uma entidade comercial de US$ 20 bilhões (aproximadamente R$ 101,4 bilhões) não caiu bem entre entidades da Uefa e da Concacaf e precisou de explicações de um seus idealizadores, Greg Maffei, que saiu em defesa do projeto e garantiu não se tratar de “venda da Copa do Mundo.”

Uefa e Concacaf anunciaram rompimento com a Fifa assim que souberam do ‘projeto’ e prometeram boicotar a próxima Copa do Mundo. Maffei, ex-presidente da Liberty Media e consultor comercial do plano, precisou de explicações. Em entrevista à Financial Times, explicou que a medida “está muito longe da realidade da Superliga”, garantindo que não significa vender a Copa e tem pouca semelhança com o lançamento fracassado de uma Superliga Europeia independente em 2021.

“É exatamente o oposto. Isso significa que as 211 associações membro da Fifa podem decidir o que querem fazer”, explicou. “Isto não é vender a Copa do Mundo pois as propostas resultariam no controle majoritário da Fifa para sempre”.

Nesta quinta, os países europeus confirmaram o posicionamento contra o plano da Fifa de criar uma empresa para gerenciar os direitos comerciais e operacionais de suas competições. A Uefa, que logo depois ganhou o apoio da Concacaf, destacou que “nenhuma de suas seleções será participante dos torneios enquanto esse projeto estiver ainda em discussão.”

A Fifa planeja vender 20% da participação e uma empresa a ser criada abrigará seus direitos comerciais e de mídia, incluindo os lucros da Copa do Mundo. Os membros terão até 19 de setembro para decidirem se apoiam as propostas, divulgadas justamente pelo Financial Times.

“Há uma tendência disso acontecendo em todos os esportes”, disse Maffei, que liderou a aquisição da Fórmula 1 pela Liberty Media, expandindo a modalidade os Estados Unidos. “É algo que todo tipo de pessoa já fez.”

O dirigente ainda explicou que a nova entidade Fifa não está “aberta a investimentos.” “Ninguém está falando em tentar alavancar o jogo ou algo do tipo. Esse certamente não é o plano”, explicou Maffei.

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Estadão

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