Ídolo de Kobe Bryant e amigo de Magic Johnson: as falas de lendas da NBA sobre Oscar Schmidt

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Oscar Schmidt, que morreu nesta sexta-feira, em decorrência de uma parada cardiorrespiratória , se tornou uma lenda mundial do basquete. Os feitos do maior jogador brasileiro da modalidade se espalharam pelos quatro cantos da Terra e ganhou fama nos Estados Unidos, onde é disputada a NBA, a maior liga de basquete do mundo. Por vezes, lendas americanas fizeram questão de ressaltar o legado do “Mão Santa” para o esporte.

Ídolo dos Lakers e campeão com a franquia por cinco vezes, Kobe Bryant era fã declarado de Oscar. “Cresci na Itália, assistindo aos jogos de Oscar Schmidt, e ele se tornou um ídolo. Não era tão conhecido nos Estados Unidos, mas era um jogador excelente. Conversei com ele durante a Olimpíada. Realmente gostava de vê-lo jogar quando era criança”, disse Kobe, em 2013, antes do All-Star Game em Houston.

Considerado um dos jogadores mais dominantes da história da NBA, Shaquille O’Neal, dono de quatro títulos na liga, já reconheceu a pontaria de Oscar. “Se eu fosse bom em lances livres, seria Oscar Schmidt.”

Magic Johnson, lendário jogador dos Lakers e um dos maiores armadores da história da NBA. já declarou que virou amigo de Oscar após a épica final do Pan-Americano de 1987, em Indianápolis, nos Estados Unidos, quando o Brasil bateu os anfitriões. “Lembram quando o Brasil venceu os EUA no Pan e Oscar anotou 46 pontos? Inacreditável! Nos tornamos amigos.”

Outro que já fez questão de elogiar o brasileiro foi Rick Barry, presente na lista de 50 maiores jogadores da NBA e também no Hall da Fama da liga. O ex-jogador dos Warriors também foi outra a exaltar a atuação de Oscar na final do Pan de 1987.

“Eu conheço um pouco do Brasil, minha esposa comandou o basquete feminino dos Estados Unidos por um tempo. Eu conheço um pouco do Oscar Schmidt e alguns dos outros jogadores. Eu falava ‘se eu treinasse o time, eu falaria para meus jogadores: se você marcar o Oscar, nunca largue ele. Você marca ele, eu não ligo para o que acontecer, para quem irá atacar o aro, você deixa a bola longe das mãos dele o máximo que conseguir’. E o que aconteceu? Eles largaram ele na defesa e o Oscar começou a simplesmente acabar com o jogo”, disse Rick Barry.

O “Mão Santa” até teve a oportunidade de jogar na maior liga de basquete do mundo. Em 1984, ele foi recrutado pelo New Jersey Nets (hoje Brooklyn Nets), mas para jogador nos Estados Unidos precisaria deixar de representar a seleção brasileira.

Em entrevista ao Estadão em 2024, Oscar relembrou a decisão. “Para mim, a seleção era a coisa mais importante que havia na minha vida. Por isso que falei não para a NBA. O que mais queria ver era os brasileiros comemorando (o outro no Pan de 1987, em Indianápolis). Minha família torceu muito por mim e nunca falou onde queria que eu jogasse.”

Décadas depois de recusar atuar na NBA, Oscar foi introduzido no Hall da Fama do basquete em 2013, em Springfield, em Massachusetts, nos Estados Unidos. Um dos apadrinhadores do brasileiro foi Larry Bird, craque dos Celtics e campeão da liga em três temporadas, outro admirador do Mão Santa.

“Acompanhei toda a carreira dele e esperava que ele jogasse na NBA para que eu pudesse competir contra ele ou com ele. Ele teve uma carreira incrível. Fiquei muito honrado quando ele me pediu para apresentá-lo em sua cerimônia de entrada no Hall da Fama do Basquete Naismith Memorial”.

Além de ter conduzido o Brasil ao ouro no Pan de 1987, Oscar Schmidt foi campeão sul-americano por três vezes (1977, 1983 e 1985) e conquistou a medalha de bronze no Mundial das Filipinas de 1978, no Pan de San Juan, de 1979, e na Copa América do México de 1989.

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Estadão

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