Irã: chanceler diz que Teerã não pediu cessar-fogo e que não vê motivo para negociar com os EUA

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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã não solicitou um cessar-fogo aos Estados Unidos ou a Israel e indicou que, no momento, não vê motivo para retomar negociações com Washington em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.

Em entrevista à NBC News, Araghchi disse que o governo iraniano também não mantém contatos diplomáticos diretos com autoridades americanas desde a última rodada de conversas entre os dois países. “Não estou falando com nenhum representante americano desde a última rodada de conversa”, afirmou, quando questionado sobre possíveis contatos com o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff.

Segundo o ministro, o Irã não pretende, por ora, fechar o Estreito de Ormuz – uma das principais rotas globais de transporte de petróleo -, mas não descartou mudanças no cenário. Mais cedo, a missão do Irã na ONU publicou no X que são “absurdas e infundadas” as alegações de que o Estreito teria sido fechado.

Araghchi também exibiu uma postura desafiadora quanto ao risco de uma invasão terrestre americana ao país, afirmando que Teerã não teme esse cenário. “Não estamos com medo de tropas dos EUA invadirem nosso país. Nós estamos esperando. Não queremos escalada, mas estamos prontos caso isso aconteça”, disse.

O ministro acrescentou que o Irã estaria melhor preparado para o atual conflito do que no confronto anterior, na chamada “guerra dos 12 dias”, em junho de 2025.

Questionado sobre o papel de aliados internacionais, Araghchi disse que Rússia e China têm prestado apoio político ao Irã. Ao ser perguntado se Moscou ou Pequim estariam oferecendo assistência militar, desconversou e respondeu que não comentaria detalhes: “Não darei detalhes sobre nossas cooperações no meio do combate”, disse.

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Estadão

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