Irã diz que segurança do Estreito de Ormuz é ‘improvável’ sob ataques de EUA e Israel

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O chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, criticou nesta segunda-feira (9) iniciativas ocidentais para garantir a segurança no Estreito de Ormuz em meio à escalada militar no Oriente Médio. Em publicação no X, ele afirmou que é “improvável que qualquer segurança seja alcançada no Estreito de Ormuz sob o fogo da guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel na região”.

Larijani acrescentou que a estabilidade na via marítima estratégica também não pode depender de atores que, segundo ele, ajudaram a alimentar o conflito. Segundo ele, a segurança do local é improvável “especialmente se isso depender de partes que não estiveram distantes de apoiar essa guerra e contribuir para alimentá-la”, escreveu.

A declaração foi feita após o presidente da França, Emmanuel Macron, prometer reforçar a defesa de Chipre e anunciar uma iniciativa liderada por Paris para escoltar navios petroleiros e de gás com o objetivo de reabrir gradualmente o Estreito de Ormuz após a fase mais intensa do conflito.

Macron também anunciou o envio de navios de guerra e outros meios militares ao Mediterrâneo Oriental, após um ataque com drone atingir uma base aérea britânica em Chipre na semana passada. O líder francês afirmou que a mobilização militar busca reforçar a proteção de aliados europeus diante do risco de ampliação do conflito envolvendo o Irã.

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas globais de transporte de petróleo e gás natural, e eventuais interrupções na navegação costumam elevar preocupações sobre o impacto nos mercados de energia e no comércio internacional.

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Estadão

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