Irã envia alto integrante de segurança a Omã para responder a negociações nucleares com os EUA

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Um alto integrante do aparato de segurança do Irã viajou nesta terça-feira (10) a Omã, país que atua como mediador nas conversas indiretas entre Teerã e Washington sobre o programa nuclear iraniano, em meio a temores de uma nova escalada militar no Oriente Médio.

Ali Larijani, ex-presidente do Parlamento e atual secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, deve levar às autoridades omanenses a resposta de Teerã à rodada inicial de negociações realizada na semana passada em Mascate. Segundo a agência estatal IRNA, Larijani tem encontros previstos com o chanceler de Omã, Badr al-Busaidi, principal intermediário do diálogo, e com o sultão Haitham bin Tariq. A agência descreveu as tratativas como “importantes”, sem detalhar o conteúdo da mensagem.

Irã e Estados Unidos retomaram no fim de julho contatos sobre o dossiê nuclear, interrompidos após a guerra de 12 dias entre Israel e Irã. No fim de semana, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi, afirmou a diplomatas em Teerã que o país manterá a posição de que precisa preservar o direito de enriquecer urânio, ponto central de atrito com o presidente dos EUA, Donald Trump, que ordenou bombardeios a instalações nucleares iranianas em junho.

O tema deve dominar a agenda da visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a Washington nesta semana, segundo seu gabinete.

Paralelamente, os EUA reforçaram sua presença militar na região, com o deslocamento do porta-aviões USS Abraham Lincoln, navios e aeronaves para pressionar o Irã por um acordo e manter capacidade de ataque. Recentemente, forças americanas abateram um drone que se aproximou do porta-aviões e intervieram em favor de um navio de bandeira americana no Estreito de Ormuz.

Na segunda-feira, a autoridade marítima do Departamento de Transportes dos EUA recomendou que embarcações americanas “permaneçam o mais distante possível” das águas territoriais iranianas no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo.

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Estadão

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