Jackson, último renmanescente do ataque de 103 gols do Corinthians de 1951, morre aos 102 anos

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Jackson Nascimento, último remanescente vivo do ataque do Corinthians que marcou 103 gols no título do Campeonato Paulista de 1951, morreu na madrugada desta quarta-feira, aos 102 anos, em Camboriú, no litoral de Santa Catarina.

Jackson, que atou como meia, veio para o Corinthians contratado do Athletico-PR, em 1950. Ficou no Parque São Jorge até 1952, disputou 57 jogos e marcou 35 gols.

Sua história no Athletico foi ainda maior. Ele atuou no time rubro-negro de 1944 a 1957, no qual jogou por 215 partidas e marcou 150 gols. É o segundo maior artilheiro do time, superado apenas por Sicupira (158 gols).

VEJA A NOTA DO CORINTHIANS

“O Sport Club Corinthians Paulista informa, com imenso pesar, o falecimento de Jackson Nascimento, ex-meia do Corinthians.

Jackson era o jogador mais velho entre os atletas que vestiram a camisa do Corinthians. Campeão paulista pelo Clube, era também o último remanescente vivo do ataque que marcou 103 gols no título estadual de 1951.

Vestindo o manto alvinegro, atuou por duas temporadas, entre 1950 e 1952, somando 57 jogos e 35 gols marcados.

O Sport Club Corinthians Paulista manifesta sua solidariedade aos familiares e amigos de Jackson Nascimento neste momento de dor e luto.

Eternamente dentro dos nossos corações.”

VEJA A NOTA DE DESPEDIDA POSTADA PELO ATHLETICO:

“O Club Athletico Paranaense está de luto.

Jackson Nascimento, uma das maiores lendas da história do Furacão, nos deixou nesta madrugada de quarta-feira (9), aos 102 anos.

Nascido em 1924, mesmo ano em que o Athletico foi fundado, Jackson construiu uma trajetória que se confunde com a história do clube.

Vestiu a camisa rubro-negra entre 1944 e 1957. Foram 215 jogos e 150 gols. O segundo maior artilheiro de todos os tempos do Furacão.

Jackson também carregava outro lugar especial na memória do Athletico. Era o último remanescente do lendário Furacão de 1949, equipe deu origem ao apelido que acompanha o Athletico até os dias de hoje.

Sua história com o Rubro-Negro atravessou e inspirou gerações.

Em 2024, ao completar 100 anos, Jackson voltou ao gramado da Arena da Baixada para receber uma das muitas homenagens que teve do clube e da torcida athleticana. Na trave da Rua Buenos Aires, que tanto conhecia, marcou um gol emocionante e simbólico.

Décadas antes, em um Athletiba, Jackson já havia deixado uma de suas marcas mais emblemáticas. Depois de balançar as redes, voltou-se para a torcida adversária e avisou: “O Jackson está aqui”.

E estará para sempre. Na memória dos torcedores, nos livros da história rubro-negra e em cada geração de athleticanos.

Obrigado por tudo, Jackson! Lendas nunca são esquecidas.

Descanse em paz.”

PUBLICIDADE
Estadão

Todas as notícias de Londrina, do Paraná, do Brasil e do mundo.