Jannik Sinner admite fase ruim, mas tranquiliza fãs: ‘Sei como me recuperar’

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Depois de mais de um ano e meio, Jannik Sinner voltou a amargar duas derrotas seguidas antes de uma decisão de torneio no circuito de tênis. Após perder na semifinal do Aberto da Austrália, o italiano se despediu nas quartas do ATP 500 de Doha, nesta quinta-feira. Após cair diante do checo Jakub Mensik, o ex-líder do ranking admitiu que não vive grande fase, mas procurou tranquilizar os fãs revelando ter a receita para a volta por cima.

Desde Wimbledon e do Masters 1000 de Montreal, ambos em 2024, quando foi eliminado de ambos nas quartas, de maneira consecutiva, o italiano chegava ao menos na decisão de torneio sim, torneio não. Foram 19 competições desde então, com 15 finais e 10 títulos. As cinco quedas valendo a taça foram para o espanhol Carlos Alcaraz, número 1 do mundo.

A derrota para Mensik foi somente a 14ª desde o início da temporada de 2024. Mesmo assim, suficiente para o italiano fazer uma reflexão do atual momento. “Já passei por momentos ainda mais difíceis no passado e sei como dar a volta por cima”, disse Sinner aos jornalistas, já de madrugada em Doha, quando deixou a quadra após cair com 6/7 (3/7), 6/2 e 3/6 diante de Mensik.

Sereno, o italiano admitiu que 2026 não está sendo fácil. Mas nada de terra arrasada. “Todo jogador enfrenta altos e baixos. Tive dois anos incríveis e agora estou passando por uma pequena fase ruim, mas isso não me preocupa”, avaliou.

“Sei que posso jogar melhor, mas o Jakub jogou e sacou muito bem. Todos nós temos altos e baixos em nossas carreiras, então não estou preocupado. Tentamos melhorar em cada torneio que disputamos. Gostaria de ir o mais longe possível, mas é normal passar por momentos difíceis. Já passei por momentos ainda piores no passado. Sei como me recuperar.”

Antes de iniciar a temporada no saibro, com meta de conquistar Roland Garros, Sinner ainda disputa dois importantes torneios: Indian Wells (a partir de 4 de março) e Miami 9começa dia 17), nos quais tem rendimento distinto.

“Um dos meus maiores objetivos é Roland Garros, mas ainda estou longe desse objetivo”, explicou. “Vimos que todos os jogadores enfrentam dificuldades ao longo de suas carreiras, mas eu não chamaria isso de ‘fadiga’ ainda. Perdi apenas algumas partidas. Também preciso me lembrar do que fiz nos últimos três anos, em que venci muitas partidas e perdi poucas”, mostrou-se calmo.

E explicou como está se sentindo. “A confiança para jogar um bom tênis está presente, sim. Indian Wells costuma ser um torneio em que tenho um pouco de dificuldade, vamos ver o que acontece lá, enquanto em Miami sempre joguei bem. Depois começa a temporada de saibro. Estou tentando adicionar algumas novidades ao meu jogo, hoje (quinta-feira) elas não funcionaram tão bem quanto eu gostaria, mas nem todos os dias são iguais.”

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Estadão

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