Japão: BoJ segura os juros, mas eleva perspectivas para a inflação
O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) manteve a política monetária estável mais uma vez nesta terça-feira, 28, mas elevou as projeções para a inflação e reduziu as perspectivas de crescimento para a economia do país. A instituição também alertou para o impacto do aumento nos preços da energia.
Como amplamente esperado, o BoJ manteve a taxa básica de juros em 0,75% ao ano, após dois dias de reunião. Seis membros votaram pela manutenção e três, por uma alta. O placar indica que parte do conselho do banco central japonês adotou postura mais hawkish.
O BoJ enfrenta um dilema ao equilibrar o risco de baixo crescimento e alta inflação. Os custos de energia pressionam os preços e, ao mesmo tempo, reduzem a atividade econômica.
O Federal Reserve (Fed) e o Banco Central Europeu (BCE) também devem manter os juros nesta semana. O BoJ reafirmou a disposição de promover novas altas nas taxas caso a economia evolua em linha com as projeções de inflação. O banco informou que definirá o momento e o ritmo das mudanças, com monitoramento do impacto da situação no Oriente Médio sobre a economia do Japão.
Com a guerra pressionando os preços do petróleo, o banco atualizou as projeções do relatório trimestral e incluiu as primeiras estimativas para o ano fiscal de 2028, que termina em março de 2029.
O Conselho de Política do BoJ espera que a inflação ao consumidor, excluindo os preços voláteis de alimentos frescos, atinja 2,8% no ano encerrado em março de 2027, ante alta de 1,9% projetada no relatório de janeiro. A projeção é de inflação de 2,3% no ano encerrado em março de 2028 e de 2,0% no ano seguinte.
Embora choques de oferta de energia possam elevar os preços de bens e serviços em setores relacionados, a busca por segurança no dólar também enfraquece o iene, o que amplia o risco de aceleração da inflação.
O banco espera que a economia japonesa cresça 0,5% no ano fiscal atual, abaixo da expansão de 1,0% prevista há três meses. As projeções indicam crescimento de 0,7% e 0,8% nos dois anos fiscais seguintes. Diante do avanço das pressões inflacionárias, muitos economistas projetam que o BoJ elevará os juros para 1% já na próxima reunião, em junho. Fonte: Dow Jones Newswires.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

