Joesley tentou convencer Maduro a deixar poder e se exilar na Turquia, diz jornal dos EUA

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O empresário Joesley Batista, dono da processadora de carnes JBS, atuou como um interlocutor informal nas tratativas entre o governo dos Estados Unidos, do presidente Donald Trump, e da Venezuela, de Nicolás Maduro, nos meses que antecederam a captura do ditador.

Segundo o jornal americano The Washington Post, Joesley tentou convencer Maduro a renunciar. Caso tivesse optado por deixar o poder, o ditador poderia se exilar na Turquia, livre de quaisquer acusações na Justiça dos Estados Unidos. A JBS pertence ao grupo J&F, controlado pelos irmãos Batista. A J&F foi procurada pelo Estadão, mas não havia respondido até a publicação desta matéria. O espaço segue à disposição.

A informação do The Post vai ao encontro do revelado pela agência de notícias Bloomberg no início de dezembro. Segundo a agência, Joesley viajou à Venezuela em novembro para convencer o ditador a renunciar. Dias depois, o Estadão revelou que o empresário comunicou o governo brasileiro sobre o encontro.

Segundo a reportagem do The Post, durante os meses que antecederam a operação de captura de Maduro, deflagrada em 3 de janeiro, os Estados Unidos sinalizaram ao ditador opções para deixar o poder de forma pacífica. As opções foram negadas pelo ditador.

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Estadão

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