Jornalista da Band que sofreu acidente em MG tem morte encefálica

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A repórter Alice Ribeiro, da TV Band Minas, teve a morte encefálica confirmada pelo Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, conforme divulgou a emissora. Ela e o cinegrafista Rodrigo Lapa se envolveram em um acidente de trânsito com um caminhão na Grande Belo Horizonte, em Minas Gerais. Lapa morreu no local.

Alice estava internada desde a tarde de quarta-feira, 15, após sofrer um grave acidente junto com o cinegrafista na BR-381, próximo ao distrito de Ravena, no Estado mineiro. Ela chegou a ser resgatada pelo helicóptero Arcanjo, dos Bombeiros, e levada em estado grave para o hospital em Belo Horizonte.

Conforme publicação da emissora em suas redes sociais, Alice Maria Ribeiro dos Santos Dadalt, de 35 anos, estava na TV Band Minas desde agosto de 2024, após ter atuado como repórter e apresentadora em Brasília. Nos últimos dias, ela “vivia a alegria de planejar a festa de um ano do filho, Pedro – que carinhosamente chamava de ‘astronauta'”. Apelido dado por causa de um capacete que o menino precisou utilizar para a formação do crânio.

A TV Band Minas disse que a repórter era defensora fervorosa de pautas especiais, com um “olhar atento” ao autismo, em razão do irmão, de quem “falava com visível orgulho e alegria”. Ela também deixa o marido.

Na publicação, a emissora destaca que a repórter era o “coração das manhãs”, mesmo em dias de mau humor, ela conseguia arrancar risos da equipe ao reclamar do trânsito, calor ou chuva. “Alice deixa um vazio irreparável em nossa redação, mas seu legado de empatia permanece”, completou.

“Embora a inviabilidade clínica tenha impedido a doação do coração, seu gesto final de altruísmo e o consentimento de sua família reafirmam os valores de solidariedade que ela sempre defendeu em suas pautas e em sua vida.”, destacou a emissora.

O colega Rodrigo Lapa, de 49 anos, fez coberturas marcantes como o carnaval de Belo Horizonte e acompanhou a tragédia das chuvas na região da zona da mata, que atingiu principalmente as cidades de Ubá e Juiz de Fora, divulgou ainda a emissora.

Ele era palhaço de formação e dedicava o seu tempo fora da emissora para levar sorrisos a crianças hospitalizadas. O cinegrafista deixa esposa e uma filha de 7 anos.

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que requisitou a presença da perícia oficial no local, a fim de identificar e coletar vestígios que irão subsidiar a investigação.

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Estadão

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