Kleber Mendonça Filho, diretor de O Agente Secreto, ganha frevo em Pernambuco

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O sucesso de O Agente Secreto saiu das telas e ganhou as ladeiras do Recife. O diretor Kleber Mendonça Filho virou tema de um frevo criado pelo Coletivo Entorpecido Anárquico Inexistente Noiados da Encruzilhada, o chamado “bloco inexistente”, que rapidamente caiu nas graças do público e viralizou nas redes sociais.

A música faz referência direta ao longa cotado ao Oscar e também a Bacurau, outro marco da carreira do cineasta pernambucano. Entre ironias, trocadilhos e espírito de resenha típico do carnaval, o frevo celebra o momento internacional vivido pelo cinema de Pernambuco.

Paródia do Hino da Pitombeira

O frevo é uma paródia construída sobre o arranjo do Hino da Pitombeira, composto por Alex Caldas. A letra foi escrita por Lee Pesaka, com colaboração atribuída a Paulo Jtl que, em tom bem-humorado, negou autoria nas redes sociais, creditando oficialmente o texto ao coletivo.

Logo nos primeiros versos, a canção cita a tradicional Pitombeira dos Quatro Cantos e a famosa camisa amarela que virou símbolo pop após aparecer no filme, vestida pelo personagem de Wagner Moura.

O refrão brinca com o duplo sentido da expressão “babar o ovo”, usada de forma irônica para exaltar o diretor, enquanto celebra a força do audiovisual pernambucano.

Cinema local em clima de festa

Mais do que uma homenagem bem-humorada, o frevo se transforma em declaração de orgulho regional. Ao citar que “o povo já era besta antes mesmo de Bacurau”, a letra reforça o reconhecimento internacional conquistado pelo cinema pernambucano nos últimos anos.

Entre sátira e celebração, a produção mostra como o sucesso de O Agente Secreto reverbera além das premiações e se mistura à cultura popular no ritmo acelerado do frevo e na irreverência do carnaval do Recife.

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Estadão

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