Kremlin evita comentar suposto cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia sobre energia

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O Kremlin evitou comentar nesta quinta-feira (29) informações da imprensa sobre um suposto acordo de cessar-fogo em relação à energia entre Rússia e Ucrânia, reforçando a postura de silêncio público adotada por Moscou em torno de negociações sensíveis. “Não, não posso comentar isso por enquanto”, afirmou o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, em coletiva, segundo a TASS.

De acordo com a agência russa, o Kremlin também não comenta relatos sobre eventuais negociações a respeito de uma trégua envolvendo a infraestrutura energética. Moscou tem reiterado que defende a busca por uma paz abrangente, e não apenas acordos temporários de cessar-fogo, acrescenta a Tass.

As declarações ocorrem em meio à retomada dos contatos trilaterais entre Rússia, Estados Unidos e Ucrânia em Abu Dhabi. Peskov disse que um novo ciclo de negociações entre especialistas pode durar mais de um dia, se necessário. “Pode ser dois dias, se for preciso”, afirmou, acrescentando que ainda não pode informar o horário de início do próximo encontro. As negociações devem ser retomadas em 1º de fevereiro.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que Moscou não comenta publicamente o andamento das negociações, que devem ocorrer em confidencialidade, e ressaltou que a Rússia analisará apenas “propostas reais”, sem se guiar por “jogos públicos”. Segundo o chanceler, a Rússia não dispõe de informações sobre eventuais garantias de segurança acertadas entre os Estados Unidos e a Ucrânia. “Não sabemos de que garantias eles trataram”, disse.

Em paralelo, o Kremlin destacou o papel dos Emirados Árabes Unidos como facilitadores do diálogo. Segundo o Kremlin, o presidente Vladimir Putin agradeceu às autoridades emiradenses pela organização das negociações trilaterais em Abu Dhabi e pelo apoio a iniciativas humanitárias, como a mediação de trocas de prisioneiros. Putin também mencionou que Moscou acompanha atentamente os desdobramentos de outros pontos, incluindo o Irã, em meio às recentes e elevadas tensões com os EUA, dentro de um quadro mais amplo de coordenação internacional.

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Estadão

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