Líder do PT na Câmara sobre mapear traições e exonerar indicados: Não é esse o caminho

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O deputado Pedro Uczai (SC), líder do PT na Câmara, afirmou que não vê como o melhor caminho uma reação ao presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), com o mapeamento de traidores e exonerações de indicados políticos na votação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).

As declarações ocorreram nesta quinta-feira, 30, após a sessão conjunta do Congresso Nacional que anulou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o projeto que altera o cálculo da dosimetria dos presos.

“Eu acho que a melhor resposta é continuar governando o País. A segunda melhor resposta é apresentar um novo nome para escrutínio do Senado”, disse. “Esse novo nome poderia ser um homem ou poderia ser uma mulher que conquiste uma maioria”, acrescentou.

Uczai afirmou que vê com simpatia a possibilidade de que Lula indique uma mulher ao STF, mas que o presidente ainda não sinalizou uma decisão nesse sentido.

“Eu acho positivo. Eu acho simpático. Eu tenho sempre muita simpatia por diminuir a desigualdade entre homens e mulheres nos espaços de poder. Não tem melhor indicação se fosse uma mulher para o Supremo Tribunal Federal”, disse.

Uczai também minimizou reações como a identificação de traidores na votação sobre Messias. “Eu acho que isso não resolve nada. Aprofunda os conflitos”, disse.

O petista também criticou exonerações de indicados de Alcolumbre e dos partidos políticos que traíram o governo. “Podia ser uma tática, mas eu acho que não é esse o caminho. O caminho agora é recompor a base do governo no Senado, recolocar o papel das lideranças lá, se coloca outras lideranças ou não, e busca uma composição de maioria.”

O líder do PT acrescentou: “Eu acho que não é o melhor método, não é a melhor técnica, porque isso é fígado, isso é revanche, isso é vingança. Não concordo com esse jeito de fazer política. O presidente (Lula) vai precisar dialogar com o presidente (Alcolumbre) na institucionalidade democrática e republicana”.

Para Uczai, “o governo se descuidou de um grande acordo em andamento”. O deputado disse ver uma união entre os que defendem os atos golpistas de 8 de janeiro e os que receiam os avanços das investigações sobre o Banco Master.

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Estadão

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