Líderes católicos reagem ao ataque de Trump ao papa Leão XIV
Bispos italianos e americanos expressaram nesta segunda-feira, 13, apoio ao Papa Leão XIV, que foi duramente criticado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, após se manifestar sobre a guerra envolvendo o Irã.
A Conferência Episcopal Italiana reafirmou “sua plena comunhão com o Santo Padre Leão XIV”, em comunicado em que “lamenta as declarações dirigidas contra ele nas últimas horas pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump”.
“O Papa não é um interlocutor político, mas o Sucessor de Pedro, chamado a servir o Evangelho, a verdade e a paz”, acrescenta a manifestação.
Pouco antes o presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, o Arcebispo Paul S. Coakley, também se manifestou em favor do pontífice. “Estou consternado com a decisão do presidente de escrever declarações tão desagradáveis sobre o Santo Padre. O Papa Leão XIII não é seu rival, o Papa não é um político”.
O posicionamento de Trump veio após o papa ter denunciado, no fim de semana, a “ilusão de onipotência” que está alimentando a guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, e ter exigido que os líderes políticos parassem e negociassem a paz.
O presidente afirmou que Leão XIV deveria “parar de ceder à esquerda radical” e o classificou como “fraco no combate ao crime” e “péssimo em política externa”.
Também criticou sua posição sobre o Irã, dizendo: “Não quero um papa que ache aceitável que o Irã tenha armas nucleares”. “Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão XIV não estaria no Vaticano”, escreveu Trump, acrescentando que o papa deveria “se concentrar em ser um grande papa, não um político”.
A bordo do avião em que viajou para a Argélia nesta segunda-feira, o papa comentou os ataques. “Não sou político, não tenho intenção de entrar em debate com ele, a mensagem continua a mesma: promover a paz.” Ele também afirmou que não tem “medo da administração de Trump”.

