Lucro da ADM sobe para US$ 908 mi no 2º tri; empresa eleva guidance para 2026
A trading e processadora norte-americana de sementes e grãos Archer Daniels Midland (ADM) registrou lucro líquido de US$ 908 milhões no segundo trimestre de 2026, ou US$ 1,87 por ação, representando uma alta de 314%, ou cerca de quatro vezes maior, em relação aos US$ 219 milhões, ou US$ 0,45 por ação, apurados em igual período do ano passado. Em termos ajustados, o lucro por ação foi de US$ 1,84, alta de 98% na comparação anual e superando a estimativa de US$ 1,49 de analistas do mercado.
A receita consolidada subiu 7,2% no trimestre, somando US$ 22,681 bilhões, frente aos US$ 21,166 bilhões do segundo trimestre de 2025.
O forte desempenho no trimestre levou a ADM a elevar novamente sua estimativa de lucro ajustado por ação para o acumulado de 2026 para o intervalo entre US$ 5,15 e US$ 5,60 – superando o guidance anterior de US$ 4,15 a US$ 4,70 por ação revisado no trimestre passado.
Segundo a companhia, a atualização reflete a melhora esperada nos negócios de esmagamento de oleaginosas e de etanol, beneficiados pelo ambiente construtivo de margens gerado pela consolidação das metas de Obrigações de Volume Renovável (RVO) sob o Padrão de Combustíveis Renováveis (RFS) nos Estados Unidos, além de preços elevados de energia e um momento positivo na divisão de Nutrição. A empresa manteve a projeção de investimentos em capital (capex) no intervalo de US$ 1,3 bilhão a US$ 1,5 bilhão para o ano.
O lucro operacional total dos segmentos somou US$ 1,450 bilhão no segundo trimestre, uma expansão de 75% em relação ao ano anterior. O destaque foi a divisão de Serviços Agrícolas e Oleaginosas, cujo lucro operacional saltou 129%, para US$ 867 milhões.
Dentro desse segmento, o negócio de esmagamento gerou lucro de US$ 363 milhões (ante US$ 33 milhões um ano antes), sustentado pelo crescimento de 5% nos volumes processados e pelo impacto positivo de marcação a mercado. Já o subsegmento de Serviços Agrícolas avançou 159%, para US$ 293 milhões, favorecido pela retomada integral das operações do terminal de exportação de grãos em Barcarena (PA) no Brasil e pelo aumento dos embarques de soja na América do Sul.
Na divisão de Soluções de Carboidratos, o lucro operacional subiu 22% no trimestre, para US$ 411 milhões, impulsionado pelas sólidas margens do etanol de milho na América do Norte e pelo baixo custo do grão, que garantiu vantagem competitiva ao biocombustível. Por fim, o segmento de Nutrição apresentou lucro operacional de US$ 172 milhões, alta de 51% na comparação anual, alavancado pelo crescimento na categoria de aromas na nutrição humana e pelas eficiências operacionais obtidas na nutrição animal.
Em comunicado, o CEO da ADM, Juan Luciano, destacou que o desempenho operacional no trimestre foi robusto e a execução comercial e operacional da equipe, aliada a um cenário regulatório favorável para biocombustíveis e à recuperação contínua em nutrição, trouxe maior confiança para a elevação das perspectivas financeiras para a segunda metade de 2026.
