Lucro da M.Dias Branco cai 22% e atinge R$ 168,9 milhões do 2º trimestre
A fabricante de alimentos M.Dias Branco apresentou lucro líquido de R$ 168,9 milhões no segundo trimestre de 2026. O resultado é 22,0% menor na comparação com igual período do ano passado, quando a empresa reportou lucro líquido de R$ 216,4 milhões.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 284,4 milhões, queda de 17,5% frente aos R$ 344,9 milhões do segundo trimestre de 2025.
A margem Ebitda ficou em 10,5%, ante 12,7% um ano antes, queda de 2,2 pontos porcentuais em relação ao segundo trimestre de 2025. A alavancagem da empresa (relação entre dívida líquida e Ebitda) ficou em posição de caixa líquido de 0,7 vez, ante 0,3 vez em igual período de 2025.
Já a receita líquida cedeu 0,9% na mesma base comparativa, alcançando R$ 2,699 bilhões, ante R$ 2,723 bilhões do segundo trimestre do ano passado. O volume comercializado atingiu 477,3 mil toneladas no período, avanço de 4,4%.
No segundo trimestre do ano, a receita líquida de produtos principais da empresa (biscoitos, massas e margarinas) cedeu 1,8%, para R$ 2,088 bilhões, ante R$ 2,127 bilhões na comparação com igual trimestre de 2025.
A M.Dias informou, em documento, que a queda na receita do segmento deveu-se, sobretudo, à retração de 1% nos volumes nos mercados de biscoitos e massas e à redução dos preços praticados em massas, em meio a um ambiente de consumo que seguiu pressionado. Ainda assim, a empresa informou que seguiu avançando em participação de mercado na comparação com o ano anterior.
A receita líquida do segmento de moagem de trigo e refino de óleos vegetais (farinhas, farelo e gorduras industriais) cedeu 0,7%, para R$ 452,3 milhões. Já o segmento de adjacências (bolos, snacks, misturas para bolos, torradas, saudáveis, molhos e temperos) teve receita líquida 12,4% superior em relação ao segundo trimestre de 2025, de R$ 158,5 milhões.
O preço médio de todas as categorias caiu 5,0% na comparação anual dos trimestres, de R$ 6,00 por quilo para R$ 5,70 por quilo.
No último trimestre, a empresa investiu R$ 101,8 milhões, 97,3% mais que em igual intervalo de 2025, quando havia investido R$ 51,6 milhões. Do montante, 74,3% foram para manutenção e 25,7% destinados à expansão.
Os principais aportes foram em projetos de modernização e produtividade das operações industriais, com destaque para iniciativas de automação nas fábricas e demais projetos voltados ao aumento da eficiência operacional.
