Lucros das aéreas brasileiras somaram R$ 4,3 bi em 2025, aponta relatório da Anac

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As companhias aéreas brasileiras registraram lucro líquido consolidado de R$ 4,3 bilhões em 2025, segundo o Anuário do Transporte Aéreo 2025 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No período, a participação dos gastos com combustível, fator de maior peso nos custos das empresas, teve redução de 30,6% para 29,4%, enquanto a participação com seguro, arrendamento e manutenção de aeronaves subiu de 18,8% para 21,2%.

Segundo o relatório, a tarifa doméstica média das passagens caiu 3,3% em 2025 em relação ao ano anterior, em termos reais. O Yield Doméstico Médio, indicador que mede o valor cobrado por quilômetro voado, também recuou 4,9% no período.

Entre as companhias que operam voos domésticos no Brasil, a Latam teve a maior participação de mercado em 2025, com 39 milhões de passageiros transportados, o equivalente a 38,6% do total. Em seguida aparece a Gol, que reverteu a queda observada em 2024 e respondeu por 31,4% do mercado, com 31,8 milhões de passageiros.

Em terceiro lugar ficou a Azul, com 30,2 milhões de passageiros e participação de 30,2% no mercado doméstico. Apesar do crescimento de 3,2% no número de passageiros transportados, a companhia reduziu em 2,5% a quantidade de voos realizados.

As três principais empresas ampliaram o número de passageiros transportados em 2025. A Gol registrou o maior crescimento, com alta de 13% na movimentação de passageiros domésticos e de 11% no número de voos. A Latam elevou em 11,5% o volume de passageiros e em 9,1% suas operações domésticas.

No total, o mercado doméstico brasileiro transportou 101 milhões de passageiros em 2025, alta de 8,4% em relação a 2024 e a primeira vez que o setor ultrapassou a marca de 100 milhões de passageiros em um único ano. O índice de aproveitamento das aeronaves atingiu 83,6%, o maior patamar da série histórica da agência.

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Estadão

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