Lula se solidariza com Venezuela; veja o que disseram líderes internacionais após terremoto

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Os terremotos que atingiram a Venezuela nesta quarta-feira, 24, provocaram uma onda de manifestações de solidariedade de líderes e governos de diferentes partes do mundo, que ofereceram apoio às vítimas e ajuda para os trabalhos de resgate.

No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter recebido a notícia “com grande preocupação e consternação” e reafirmou o apoio brasileiro à recuperação do país. “Reafirmo nossa determinação em apoiar o governo da presidenta encarregada Delcy Rodríguez na recuperação de áreas afetadas desse país irmão, cujo povo tem dado provas de grande resiliência frente às adversidades”, declarou.

Preso nos Estados Unidos, o ditador Nicolás Maduro também encaminhou uma mensagem em publicação nas redes sociais e pediu “máxima união, máxima solidariedade e máxima ação” diante da tragédia, conclamando a população a apoiar equipes de resgate e a ajudar comunidades atingidas. Maduro afirmou ainda que o país deve enfrentar o momento com serenidade, fé e espírito de reconstrução.

Na América Latina, parte das respostas mais imediatas veio com anúncios de apoio operacional direto às áreas atingidas. O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, informou o envio de 300 socorristas e paramédicos, além de 50 toneladas de equipamentos, medicamentos e suprimentos de emergência, já preparados para deslocamento até Caracas.

Na mesma linha, o presidente da República Dominicana, Luis Abinader, confirmou após diálogo com a presidente interina Delcy Rodríguez o envio de equipes especializadas de busca e resgate. Já a Bolívia declarou estar “atenta e disposta a prestar o apoio que for necessário”, segundo o presidente Rodrigo Paz.

Outros governos da região adotaram uma postura mais política e diplomática em suas manifestações. O presidente do Equador, Daniel Noboa, anunciou ajuda humanitária e destacou que “a humanidade sempre deve reger a atuação de um governante”. Na Argentina, a chancelaria expressou solidariedade ao povo venezuelano, enquanto o governo de Javier Milei afirmou que a tragédia “exige uma reação de toda a comunidade internacional”, ressaltando a necessidade de resposta conjunta apesar das divergências políticas com Caracas.

Outros países latino-americanos também se manifestaram em apoio às vítimas. O presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, afirmou que o país está disposto a colaborar com as autoridades venezuelanas. Em Honduras, Nasry Asfura enviou uma mensagem de solidariedade às famílias afetadas, enquanto a presidente da Costa Rica, Laura Fernández Delgado, declarou que os venezuelanos “não estão sozinhos”.

Também houve manifestações institucionais de solidariedade da chancelaria do Peru, além de mensagens da então candidata presidencial Keiko Fujimori e do presidente eleito da Colômbia, Abelardo De La Espriella.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump destacou a dimensão da tragédia e colocou o governo americano à disposição para auxiliar a Venezuela. “Os dois grandes terremotos que atingiram o povo da Venezuela foram de proporções gigantescas e deixaram um número devastador de mortes. Os EUA estão prontos, dispostos e aptos a ajudar”, afirmou.

O secretário de Estado, Marco Rubio, também manifestou condolências às vítimas e anunciou o envio imediato de assistência humanitária. Segundo ele, “a América está ao lado do povo venezuelano neste momento difícil”.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, informou que seu governo já prepara assistência após solicitação venezuelana. “Nossa solidariedade com o povo da Venezuela. O México sempre é e será solidário”, declarou.

Na Europa, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, declarou “todo o meu apoio e o de Espanha ao povo venezuelano”. Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, manifestou solidariedade às vítimas. A União Europeia também anunciou a ativação de seu sistema de vigilância por satélite para apoiar as operações de resposta ao terremoto.

A França também anunciou apoio às autoridades venezuelanas. Em mensagem divulgada após uma conversa com a presidente interina Delcy Rodríguez, o presidente Emmanuel Macron afirmou ter expressado a solidariedade francesa às vítimas e colocou o país à disposição para auxiliar nos esforços de resposta ao desastre.

Segundo ele, uma equipe de 85 socorristas especializados em operações de resgate e remoção de escombros será mobilizada imediatamente para atuar nas áreas afetadas. Macron acrescentou que a França está pronta para ampliar a assistência em coordenação com seus parceiros europeus, de acordo com as necessidades apresentadas pelo governo venezuelano.

Segundo a comissária europeia para Ajuda Externa, Hadja Lahbib, o programa Copernicus foi acionado para auxiliar na avaliação dos danos e na coordenação dos esforços de recuperação. “Estamos prontos para intensificar a assistência”, afirmou.

Na Ásia, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, afirmou que o país reza pela recuperação dos feridos e se solidariza com todos os afetados pela tragédia.

Enquanto mensagens de solidariedade chegam de diferentes partes do mundo, equipes de resgate seguem trabalhando entre os escombros deixados pelos dois fortes terremotos que atingiram a Venezuela. Os abalos, de magnitudes 7,2 e 7,5, provocaram o desabamento de prédios, danos à infraestrutura e interrupções em serviços essenciais.

Até o momento, o governo interino confirmou ao menos 164 mortos e mais 971 feridos, mas as autoridades alertam que o número de vítimas pode aumentar à medida que avançam as buscas nas áreas mais afetadas. Com milhares de pessoas impactadas pelo desastre, o país enfrenta agora o desafio de localizar sobreviventes, prestar assistência aos desabrigados e iniciar a reconstrução das regiões devastadas.

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Estadão

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