Lula volta a criticar Trump e diz que direita tem ‘indústria de mentir poderosíssima’

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e disse que a campanha do norte-americano foi responsável por 2 bilhões de mensagens na semana anterior à eleição, em 2024, contra a sua adversária, a então vice-presidente Kamala Harris, do Partido Democrata. Também afirmou que a direita tem uma “indústria de mentir poderosíssima”.

A crítica de Lula foi durante evento em Rio Grande (RS), diante de uma plateia de apoiadores fiéis que, inclusive, proporcionaram um momento de desavença com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que também participou da cerimônia. Lula reclamava do uso intenso de celulares quando fez a crítica a Trump.

“Nós vivemos para nos ajudar. Estamos vivendo muito individualistas. Quero comida, peço pelo telefone. Quero pagar conta, pago com o telefone. Se aparecer algum amigo, já está enchendo o saco. E o grupo do zap, tenho que contar o que fiz hoje, o café. Pô, quem quer saber disso? Isso é futrica pura. E a direita sabe disso, e é por isso que a direita tem uma indústria de mentir poderosíssima. Só para vocês terem uma ideia, na campanha do presidente Trump, na última semana, eles fizeram 2 bilhões de mensagens contra a adversária dele. Vai ser assim a campanha”, declarou o presidente brasileiro.

Não foi a primeira crítica de Lula a Trump nesta terça-feira, 20. Mais cedo, em outro evento no Rio Grande do Sul, o petista disse que o republicano tenta “governar o mundo” a partir das redes sociais. Naquele momento, também reclamava do uso intenso dos celulares pela população.

“Vocês já perceberam uma coisa, que o presidente Trump quer governar o mundo pelo Twitter? É fantástico. Todo dia ele fala uma coisa e todo dia o mundo fala da coisa que ele falou. Vocês acham que é possível? É possível tratar o povo com respeito se eu não olhar na cara de vocês, se eu achar que vocês são objetos, e não um ser humano”, afirmou o petista.

Lula e Trump estabeleceram uma relação mais próxima nos últimos meses, em meio às negociações para a reversão do tarifaço imposto pelo governo norte-americano aos produtos brasileiros. Os dois falaram em uma “química” que tiveram em suas conversas, tanto por telefone, quanto pessoalmente.

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Estadão

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