Maioria das Bolsas da Europa fecha em alta com tombo dos preços do petróleo e BCE no radar
As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira, 2, impulsionadas pela forte queda nos preços do petróleo diante das expectativas de um diálogo entre o Irã e os EUA para encerrar a guerra no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz. O mercado também pondera novos comentários de dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) sobre o futuro da trajetória dos juros.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,29%, a 10.761,33 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,64%, a 25.982,87 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,98%, a 8.047,69 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,90%, a 49.947,94 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 1,66%, a 18.963,10 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve baixa de 0,26%, a 9.252,46 pontos. As cotações são preliminares.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou, nesta segunda-feira, que Teerã tem um plano de dois dias para reabrir o Estreito de Ormuz e retomar as negociações nucleares com os EUA, caso Washington atenda às suas exigências. A sinalização levantou o otimismo para uma possível resolução do conflito e da normalização dos fluxos de petróleo, o que pressionou os preços e abriu espaço para o apetite por risco.
As ações de petrolíferas acompanharam o tombo nos preços: a TotalEnergies cedeu 2,35%, a Shell caiu 2,87% e a Galp recuou 2,79%. Já os papéis de companhias aéreas, que costumam se beneficiar de preços de combustíveis mais baixos, saltaram. A Air France-KLM avançou 4,87%, a Lufthansa subiu 4% e a Ryanair fechou em alta de 5,98%.
A francesa Alstom tombou 25,87% depois que a fabricante de trens reduziu suas projeções devido a problemas técnicos e de produção em alguns produtos. A notícia de que supermercados na Suécia, Bélgica, Luxemburgo e Estônia registraram problemas em sistemas de refrigeração aparentemente causados por ataques cibernéticos não chegou a impactar o desempenho do varejo europeu.
Investidores, entretanto, seguem atentos a sinalizações sobre possíveis ajustes de política monetária pelo Banco Central Europeu (BCE).
O dirigente Peter Kazimir (Eslováquia) ponderou que a questão não é se serão necessárias medidas adicionais, mas sim qual a magnitude do esforço adicional que será exigido, enquanto Gabriel Makhlouf (Irlanda) disse que os políticos franceses precisam “agir e resolver” os problemas que a economia do país enfrenta.
*Com informações da Dow Jones Newswires