Médica que atestou morte de mulher que estava viva em SP é afastada; vítima está na UTI

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A prefeitura de Bauru, interior de São Paulo, afastou a médica que declarou como morta uma mulher de 29 anos que foi vítima de um atropelamento na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), no último domingo, 18. A jovem está internada na UTI e seu quadro é considerado grave.

A informação do afastamento foi confirmada pela administração municipal em um comunicado divulgado nesta terça-feira, 20.

Na nota, a secretaria de saúde informou que instaurou uma apuração técnica para esclarecer o episódio e que, “como medida administrativa preventiva, a médica envolvida no atendimento foi afastada de suas atividades até a conclusão da apuração”. O nome da profissional não foi informado e, por isso, não foi possível localizar a sua defesa.

No último domingo, Fernanda Cristina Policarpo, de 29 anos, foi declarada morta pelo Samu por engano depois ser atropelada na SP-294.

De acordo com a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), a jovem foi atingida por um veículo modelo Chevrolet Tracker quando atravessava a rodovia, na altura do km 351. A via ficou interditada por cerca de 30 minutos após o acidente.

O Samu foi acionado e uma médica do serviço declarou Fernanda como morta. A vítima foi coberta com uma manta térmica e o Instituto Médico Legal chegou a ser acionado para a remoção do corpo.

No entanto, um médico da concessionária Eixo SP, que administra a rodovia, percebeu os movimentos respiratórios da jovem e iniciou o procedimento de reanimação. Então os policiais militares rodoviários chegaram após o Samu ter deixado o local.

Fernanda foi encaminhada ao Pronto-Socorro Central (PSC) da cidade e, depois, ao Hospital de Base de Bauru, onde permanece sob cuidados médicos, de acordo com a prefeitura. Já a Secretaria do Governo do Estado acrescentou, em nota, que a jovem está internada na UTI e em estado grave.

“A Prefeitura de Bauru reafirma seu compromisso com a preservação da vida, a transparência e a adoção de todas as providências cabíveis após a conclusão da apuração”, afirmou. (Colaborou Leonardo Siqueira)

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Estadão

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