Mercosul-UE perdeu brilho por salvaguardas ao agro, mas há oportunidades, diz Tereza Cristina

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A senadora Tereza Cristina (PP-MS) disse, nesta quarta-feira, 11, que o acordo entre Mercosul e União Europeia perdeu parte do brilho por salvaguardas e cotas de exportação que não são favoráveis ao agro, mas que, como um todo, o acordo é positivo e deve abrir muitas oportunidades para o País. Ela e o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) se reuniram no período da manhã com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

“Como um todo, é um acordo que ajuda o Brasil. Tem muitas oportunidades. No agro, as salvaguardas tiraram um pouco do brilho. Já exportamos soja, carnes, todo tipo de proteína – menos suíno, que tem uma pequena cota -, mas é o início de uma via de mão dupla. Então eu tenho certeza que é o Mercosul, não é só o Brasil, que saberão aproveitar essas oportunidades”, afirmou a senadora.

Segundo ela, a conversa com Alckmin foi sobre as salvaguardas dos europeus e sobre o futuro do acordo, que ainda precisa ser aprovado no Congresso.

A senadora disse ainda que é preciso trabalhar para que setores não sejam afetados pelo acordo. “Existem muitas oportunidades. Agora, nós temos que trabalhar para que alguns segmentos não sejam fortemente atingidos, como o leite, que tem uma preocupação. O setor lácteo passa por uma crise interna. Então, eles têm uma preocupação da concorrência dos produtos que vêm de lá para cá”, completou.

Já Nelsinho Trad afirmou não acreditar que a resistência do agro ao acordo possa interferir negativamente na votação no Congresso. Ele também declarou que a viagem de uma comitiva de parlamentares a Bruxelas foi suspensa até que o acirramento lá em torno do acordo esfrie.

“Temos conversado com o embaixador Pedro Miguel, que fica em Bruxelas perante a União Europeia. Como houve um acirramento muito forte. A gente achou que deve esfriar um pouco a temperatura pra gente ir num momento mais apropriado. E não saiu do nosso radar a nossa ida lá. Porque das vezes que fomos, foram importantes pra vencer resistências”, disse o senador.

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Estadão

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