Morte, mutilação e deformidade: polícia investiga denúncias contra clínica estética no RJ
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga uma clínica estética em Laranjeiras, na zona sul da capital fluminense, pela morte de três pacientes e por ao menos 30 denúncias de erros em procedimentos. O Estadão tenta localizar a defesa do Grupo de Saúde Celita Toledo.
A enfermeira responsável pelo centro cirúrgico e a diretora administrativa da clínica, também responsável pelo almoxarifado, foram presas em flagrante na operação Por Elas, realizada nesta quinta-feira, 22, contra o estabelecimento.
Os centros cirúrgicos da clinica foram interditados e as duas suspeitas serão autuadas por crime contra as relações de consumo por manutenção de materiais com prazo de validade vencido.
Ao todo, a delegacia especializada apura mais de 30 denúncias de pacientes contra o grupo. De acordo com as denúncias, pessoas submetidas às intervenções sofreram deformidades, mutilações e sequelas permanentes.
Segundo a Polícia Civil, as investigações apontaram também a utilização indevida da força de trabalho pela empresa. Alunos de pós-graduação de especialização em cirurgia plástica estavam atuando de forma indevida e realizavam os procedimentos sem o controle de um médico supervisor.
Em agosto deste ano, durante outra operação, os agentes já haviam apreendido produtos fora do prazo de validade no local.
Durante as diligências, os policiais localizaram, no centro cirúrgico e no almoxarifado da unidade, materiais com prazo de validade vencido, que permaneciam disponíveis para utilização em procedimentos cirúrgicos programados para aquela mesma data.