Na China, Silveira convida Envision Energy para leilão de baterias e encontra Dilma
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu junto a executivos da Envision Energy uma “participação ativa” da multinacional chinesa em projetos da agenda energética no Brasil, incluindo o primeiro leilão de sistemas de armazenamento de energia em baterias (Battery Energy Storage System – BESS). O ministro está em Xangai e, mais cedo, teve uma reunião com representantes da companhia.
Ele também teve um encontro com a presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o Banco dos Brics, Dilma Rousseff, ex-presidente da República. As informações são do Ministério de Minas e Energia (MME).
O leilão inédito de baterias, previsto para este ano, vai contratar potência em megawatts (MW) proveniente de novos sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS). O certame permitirá que empresas instalem e operem grandes sistemas de baterias capazes de armazenar energia e liberá-la quando necessário, o que contribui para a estabilidade e a segurança no fornecimento.
No início do mês, foi anunciado que a Envision Energy, voltada à tecnologia verde, assinou um contrato de fornecimento de turbinas eólicas de 630 MW e um acordo de serviço de longo prazo, de 30 anos, com a Casa dos Ventos. O comunicado do ministério também informou que a empresa pretende ampliar sua atuação no Brasil.
Segundo o MME, durante a reunião, Silveira apresentou um “portfólio de oportunidades estratégicas” no País, ao tratar do combustível sustentável de aviação (Sustainable Aviation Fuel – SAF), sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS), hidrogênio verde, amônia verde e geração eólica com aerogeradores de grande porte.
Banco dos Brics
O ministro realizou visita institucional ao Novo Banco de Desenvolvimento e participou de encontros com empresários. Segundo o MME, a reunião buscou “aprofundar o diálogo” sobre parcerias de investimento em infraestrutura, energia limpa e desenvolvimento sustentável no Brasil.
Entre os projetos já aprovados anteriormente pelo NDB no País está o linhão Graça Aranha-Silvânia, com cerca de 1.500 quilômetros de extensão entre Goiás e Maranhão e investimentos estimados em R$ 20 bilhões.
O banco também apoia iniciativas no setor de energias renováveis, como o Projeto Eólico Serra da Palmeira, na Paraíba, além de projetos voltados à iluminação solar e à melhoria dos sistemas de distribuição de energia em diferentes regiões do País.

