‘Não vejo como ele pode permanecer no Supremo’, diz Caiado sobre Moraes

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Em sabatina à emissora de televisão CNN, o candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que o ministro Alexandre de Moraes deveria estar afastado do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada nesta quarta-feira, 2.

“Não vejo como ele pode permanecer no Supremo. É um desrespeito completo com a sociedade brasileira.” O candidato disse que é inaceitável que Moraes continue no cargo que “tem a função de ser guardião da Constituição”.

A fala do ex-governador de Goiás faz alusão às mensagens vazadas entre o magistrado com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que vieram à público na última terça-feira, 1º.

Caiado também pediu a quebra de sigilo do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato ao Planalto, no contexto da investigação do caso “Dark Horse”, e atribuiu a responsabilidade ao STF. O candidato ainda defendeu idade mínima de 60 anos para ministros da Suprema Corte.

No controle das contas públicas, o candidato disse que pretende cortar R$ 50 bilhões em emendas impositivas. Ao todo, afirmou ser capaz de enxugar R$ 130 bilhões nas despesas do Estado brasileiro. Indagado pelos jornalistas, o candidato não detalhou como chegaria à cifra maior. “Se eu fiz (em Goiás), por que não farei na Presidência?”, retrucou.

Caiado defendeu a redução da jornada de trabalho e negou ter sido contra o fim da escala 6×1. “Eu disse que nós deveríamos respeitar a economia do País e não colocar a matéria (em discussão) em um momento eleitoreiro. Ninguém votaria contra agora.”

Durante a entrevista à CNN, Caiado se disse contra o uso de câmeras corporais. “Nunca vi no campo de guerra o policial ter câmera.” Perguntado sobre a comparação, o candidato do PSD insistiu que as ações realizadas em áreas dominadas pelo crimes organizado são equiparáveis a campos de guerra.

Quando questionado sobre o apoio à PEC da Segurança Pública, Caiado disse que a versão do texto que hoje tramita no Congresso Nacional é diferente da original, enviada pelo governo. “A proposta do presidente Lula foi alterada e derrotada na Câmara.” Mais cedo, a PEC avançou em comissão do Senado em movimento considerado vitorioso ao governo.

No comércio exterior, o ex-governador descartou tirar o Brasil dos Brics, bloco econômico encabeçado pela China, maior parceiro do País. “Não tem por que sair. Mas não quero ficar em último lugar.” Caiado afirmou que o Brasil perdeu relevância para os principais membros do bloco.

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Estadão

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