Nas redes, Michelle critica alegoria na Sapucaí de Bolsonaro como palhaço atrás das grades

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O enredo da Acadêmicos de Niterói, além da homenagem a Lula, também incluiu sátiras a adversários políticos. Na comissão de frente, um ator representando Jair Bolsonaro apareceu caracterizado como um palhaço e, em seguida, foi mostrado atrás de grades. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro criticou, no domingo, 15, a representação do ex-presidente da República Jair Bolsonaro durante o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói. Durante o desfile, no Carnaval do Rio de Janeiro, o ex-presidente e marido de Michelle, atualmente preso, foi retratado como um palhaço encarcerado. Em publicação nas redes sociais, Michelle reagiu à alegoria.

“Só pra registrar um fato histórico: quem foi preso por corrupção foi Luiz Inácio Lula da Silva. Isso é registro judicial, não opinião”, escreveu, referindo-se ao atual presidente da República. A manifestação ocorreu durante o desfile da escola na Marquês de Sapucaí, que foi a primeira a se apresentar na noite do domingo. A escola levou à avenida o samba-enredo que celebrou Lula, destacando sua origem como operário, além de episódios marcantes da política brasileira recente.

Homenagens e críticas

O enredo da Acadêmicos de Niterói, além da homenagem a Lula, também incluiu sátiras a adversários políticos. Na comissão de frente, um ator representando Jair Bolsonaro apareceu caracterizado como um palhaço e, em seguida, foi mostrado atrás de grades, em uma encenação que repercutiu nas redes sociais e gerou reações de aliados do ex-presidente. Lula acompanhou o desfile de um camarote da Prefeitura do Rio, ao lado do prefeito Eduardo Paes e de ministros do governo. A primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, também esteve presente, mas não desfilou.

Oposição reage

Além de Michelle Bolsonaro, a homenageando feita a Lula no Carnaval recebeu mais críticas da oposição. Pelo X, antigo Twitter, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou o presidente de usar dinheiro público para fazer homenagem a ele mesmo. Já o senador e ex-juiz Sergio Moro (União Brasil-PR) diz que “faltou o carro da Odebrecht”, fazendo alusões à operação Lava Jato.

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Estadão

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