Natalie Portman critica falta de representatividade feminina no Oscar

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Natalie Portman fez críticas às premiações por manterem um padrão de deixar produções feitas por mulheres de fora de seus indicados. A atriz, que concorre ao Oscar como coprodutora da animação Arco, elogiou diversos longas femininos.

Em entrevista à Variety, a atriz apontou a falta de representatividade feminina no Oscar 2026. “Muitos dos melhores filmes que vi este ano foram feitos por mulheres”, dispara. “Você percebe as barreiras em todos os níveis, porque muitos não foram reconhecidos na temporada de premiações.”

“Entre Sorry, Baby, A Garota Canhota, Hedda e O Testamento de Ann Lee… Filmes extraordinários este ano que eu acho que muitas pessoas estão curtindo e amando, mas que não estão recebendo as honrarias que merecem.”

Em 2026, a diretora Chloe Zhao é a única mulher a integrar o quadro de indicados das categorias principais. Ela concorre nas categorias de Melhor Direção e Melhor Roteiro Adaptado por Hamnet, que também está na disputa de Melhor Filme.

“Mesmo quando você supera as barreiras para conseguir financiamento, o que é mais difícil, e para entrar em festivais, o que também é mais difícil… cada etapa do caminho é mais árdua”, comenta a atriz sobre os percalços nas vidas de mulheres na indústria.

“Aí o filme sai, é ótimo, mas também não recebe a atenção devida. Ainda temos muito trabalho a fazer.”

Porém, mesmo com todas as dificuldades, Portman reflete: “Mas com alegria, com muita alegria, trabalhando umas com as outras, e é um processo muito especial estar em uma comunidade com mulheres no set”.

Novo filme

A americana ainda comentou sobre seu novo filme, The Gallerist, em que contracena com Jenna Ortega, a quem elogiou: “Ela é uma atriz incrível e conhece muito de cinema. Ela está super ligada e entregue. É raro. Acho que você é muito focada e sintonizada com tudo. Você não está ali para brincadeira”.

Portman ainda chamou Cathy Yan, diretora do filme, de “uma líder brilhante”: “Ela tem uma especificidade de visão. Todo o trabalho prévio e sua liderança precisa abrem caminho para a espontaneidade. Equilibrar esse tom tão específico, que é satírico mas que também carrega uma emoção real – algo quase impossível de criar – ela soube como fazer e como nos guiar até lá”.

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Estadão

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