Netanyahu reafirma foco no Irã antes de reunião com Trump em Washington
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reiterou nesta segunda-feira (27) que discutirá “sobretudo o Irã” em seu encontro desta terça (28) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, onde também participará das cerimônias fúnebres do senador republicano Lindsey Graham.
Em publicação no X antes da viagem, Netanyahu destacou que será sua oitava reunião com Trump desde o início do segundo mandato do presidente americano, “mais do que com qualquer outro líder internacional”. Segundo ele, o encontro abordará “todos os temas que estão sobre a mesa”, com foco no Irã.
“O objetivo é claro: preservar a segurança de Israel, fortalecer seu poder e ampliar o círculo de paz ao nosso redor”, escreveu. O premiê acrescentou que parte para a missão com o compromisso de garantir “a segurança, a força e o futuro do Estado de Israel”.
A reunião ocorre em um momento de redução das hostilidades entre EUA e Irã. Após cerca de duas semanas de confrontos, nenhum dos dois países relatou ataques nos últimos três dias, enquanto mediadores liderados por Catar e Paquistão tentam aproximar Washington e Teerã para retomar negociações e preservar um cessar-fogo provisório.
No domingo, 26, o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, afirmou que Trump está “dando espaço às conversas”. Ao mesmo tempo, o porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baghaei, disse que mediadores seguem transmitindo mensagens entre os dois lados, embora “não haja negociações diretas” neste momento.
Durante a visita aos EUA, Netanyahu também prestará homenagem ao senador falecido Lindsey Graham, classificado pelo premiê como “um dos maiores amigos de Israel de todos os tempos”.
A visita também ocorre em meio a uma nova controvérsia política nos EUA. No domingo, Netanyahu acusou o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, de “promover o ódio” após o democrata defender sua prisão caso participe da Assembleia Geral da ONU, em setembro, com base no mandado emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI). O premiê classificou as acusações por crimes de guerra como “infundadas”, enquanto Trump afirmou na semana passada que ele “não será preso, de forma alguma”, nos EUA.
*Com informações da Associated Press
