Nos EUA, diretor do Fed diz que conflito com Irã reforça postura ‘dovish’

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O diretor do Federal Reserve (Fed) Stephen Miran afirmou que o conflito envolvendo o Irã reforça sua inclinação a defender uma política monetária mais branda. Segundo ele, choques no preço do petróleo podem pressionar a atividade econômica e, paradoxalmente, reduzir a inflação subjacente ao enfraquecer a demanda. “Se alguma coisa, o conflito com o Irã me deixa ainda mais inclinado a uma postura ‘dovish'”, disse em entrevista à CNBC. Miran acrescentou que o Fed normalmente não reage diretamente a oscilações nos preços do petróleo.

Sobre o mercado de trabalho, Miran avaliou que é cedo para tirar conclusões a partir de um único relatório mensal de emprego. “Tenho cautela em ler demais um único payroll”, afirmou. Ainda assim, ele disse que o mercado de trabalho poderia se beneficiar de mais apoio da política monetária.

O dirigente também afirmou que, no momento, não vê um problema de inflação na economia americana e destacou que não há pressão inflacionária vinda dos aluguéis. Em sua avaliação, o banco central pode estar “perseguindo uma inflação fantasma”, sugerindo que a política monetária atual estaria desajustada.

Miran disse ainda que não sabe se é o integrante mais “dovish” do Fed, “mas certamente sou um deles”. Segundo ele, a taxa de juros neutra estaria em uma faixa entre 2,5% e 2,75%.

Por fim, o dirigente ainda afirmou que pretende permanecer no banco central até que Kevin Warsh ou outro indicado seja aprovado pelo Senado para ocupar sua cadeira.

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Estadão

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