‘Nossa irritação com ela era imensa’, diz presidente do PT sobre ministra Estela Aranha

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O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que o partido ficou irritado com a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por ela não conceder o direito de resposta que solicitado em relação a fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o exame do toque. Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira, 2, Silva afirmou que a ministra os impediu de “restabelecer a verdade”.

Durante comício em Belém na segunda-feira, 28, Lula criticou os homens que são resistentes a realizar exame de próstata para detectar câncer precocemente. Segundo o petista, “homem não gosta de tomar toque”, enquanto “mulher aprende a tomar toque desde pequena”.

Edinho Silva afirmou que a campanha pediu à Justiça Eleitoral que a fala do presidente não fosse “deturpada” e também que houvesse direito de resposta. Depois, na quinta-feira, 30, a ministra Estela Aranha, do TSE, mandou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) apagar das redes sociais uma postagem que distorceu a fala do presidente sobre saúde masculina. O direito de resposta, porém, segundo ele, não foi sequer analisado.

Na quinta-feira, 1º, a ministra impediu a TV Globo de exibir o púlpito vazio de Lula no debate que posteriormente foi cancelado. A decisão, entretanto, provocou acusações dos adversários sobre um suposto favorecimento a Lula. Diante disso, Edinho disse: “A mesma ministra que deu decisão favorável a nós não julgou esse nosso pedido, mas ninguém disse isso, ninguém enfatizou que ela não julgou algo que para nossa campanha era fundamental, que era restabelecer a verdade”, disse.

“Ontem [quinta-feira], inclusive, a nossa irritação com ela era imensa, porque ela nos impediu de restabelecer a verdade, que para nós foi grave. Se alguém mente, se alguém agride, tem que ter o direito de resposta”, disse. Para ele, se trata de um princípio da legislação eleitoral.

Sobre a fala de Lula, Edinho disse que ela foi deturpada. “Vocês sabem que ela foi deturpada, o presidente Lula utilizou um exemplo para que o homem cuide da sua saúde, dizendo que o machismo, a cultura machista do homem impede que ele, muitas vezes, procure um urologista, que é diferente da cultura da mulher, porque a menina já na adolescência ela vai no ginecologista”, disse.

A campanha de Lula disse que o presidente “obviamente se referiu a exames ginecológicos preventivos que, culturalmente, fazem parte da rotina da saúde da mulher, desde jovem”.

“O homem, pela predominância de uma cultura ainda machista, resiste a exames urológicos preventivos. Por desespero diante dos resultados das últimas pesquisas e para tentar tirar o foco da série de denúncias sobre Flávio Bolsonaro, está em curso no campo bolsonarista uma tentativa de deturpar a declaração do Presidente”, afirmou, em nota.

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Estadão

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