OCDE: Brasil foi terceiro maior destino dos investimentos diretos em 2025
O Brasil foi no ano passado o terceiro principal destino dos investimentos estrangeiros diretos no mundo, atrás apenas da China, que voltou à segunda colocação, e dos Estados Unidos, que raramente deixam o primeiro lugar.
As estatísticas de investimento estrangeiro foram atualizadas nesta quinta-feira, 30, com base nos números finais de 2025, pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne, principalmente, economias desenvolvidas. O levantamento considera investimentos, entre compra de participações, reinvestimentos de lucro e transferências de recursos, em negócios no exterior. Ao contrário do capital especulativo, os investimentos diretos visam retornos no longo prazo a partir, por exemplo, da construção de uma fábrica ou abertura de uma empresa no exterior.
Os investimentos desse tipo no Brasil cresceram 23% em 2025, para US$ 77 bilhões, o que corresponde a 4,9% dos investimentos globais. Esse volume só ficou atrás dos investimentos feitos na China (US$ 80 bilhões) e nos Estados Unidos (US$ 288 bilhões).
No ano anterior, o Brasil também ficou na terceira colocação, conforme dados estatísticos da OCDE, porém tendo à frente o Canadá, além dos Estados Unidos. Já em 2023, o Brasil foi o segundo principal destino dos investimentos no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.
Apesar do declínio geral dos investimentos greenfield, que partem do zero, nas economias emergentes, a OCDE destaca em relatório que o Brasil conseguiu atrair um projeto envolvendo investimentos de US$ 40 bilhões na construção de um datacenter abastecido por energia eólica.
Conforme a organização, os fluxos globais de investimento estrangeiro direto tiveram um aumento de 15% em 2025, chegando a US$ 1,7 trilhão. Após três anos em baixa, os investimentos na China voltaram a subir.

