Orelha e Abacate: veja como estão investigações sobre morte de cães comunitários

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As mortes de dois cães comunitários em Santa Catarina e no Paraná são investigadas pelas polícias civis dos dois Estados. Os casos de Orelha e Abacate ganharam repercussão e se tornaram alvo de pedidos de justiça de moradores, artistas e autoridades.

A morte de Abacate ocorreu na mesma semana em que o caso do cão comunitário Orelha ganhou repercussão. O primeiro animal foi agredido por um grupo de adolescentes no início do mês, em Florianópolis, em Santa Catarina.

Já Abacate morreu na terça-feira, 27, após ser baleado em Toledo, no oeste do Paraná. A coordenadora de Proteção e Defesa Animal do município, Cinthia Moura, afirmou em publicação no Instagram que o caso foi encaminhado à Polícia Civil do Paraná.

Investigação sobre o caso Abacate

Procurada, a Polícia Civil do Paraná disse que está trabalhando para tentar descobrir quem são os responsáveis pelo crime. Eles serão autuados por maus-tratos com a intenção de matar.

Abacate era cuidado por moradores do bairro Tocantins. Segundo Cinthia, pessoas da comunidade encontraram o cão ferido na manhã de terça-feira e o levaram a um hospital veterinário particular, onde ele passou por uma cirurgia de emergência. A bala perfurou o intestino de Abacate, que não resistiu aos ferimentos e morreu.

Investigação sobre o caso Orelha

De acordo com as investigações, o cão Orelha teria sido agredido por um grupo de adolescentes. O caso é investigado pela Polícia Civil e acompanhado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), por meio da 10ª Promotoria de Justiça da Capital, da área da Infância e Juventude, e da 32ª Promotoria de Justiça da Capital, da área do Meio Ambiente.

Segundo o MP, Orelha sofreu agressões na região da cabeça, e precisou sofrer eutanásia durante atendimento veterinário que buscava reverter clinicamente o caso, devido à gravidade das lesões.

A Polícia Civil de Santa Catarina identificou ao menos quatro adolescentes suspeitos de tê-lo agredido de forma violenta com intuito de causar sua morte. Na segunda-feira, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas dos suspeitos, mas ninguém foi detido. Celulares e notebooks foram apreendidos.

A Polícia Civil informou, na terça-feira, que três homens foram indiciados por coação de testemunha no caso. Os três indiciados são familiares dos adolescentes.

Foram abertos dois inquéritos sobre o caso: um sobre a morte do animal e outro pelo crime de coação. Os nomes dos indiciados não foram revelados pelos delegados e a corporação.

A defesa de dois adolescentes diz que “não há vídeo ou imagens que comprovem o momento do suposto ato de maus-tratos”. E ressaltam que há a necessidade de que se cumpram os ritos formais do processo pelas autoridades competentes e se analisem as evidências concretas para que, então, sejam declarados e punidos os culpados.

Os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, dizem que a as famílias enfrentam um verdadeiro linchamento virtual pela escalada do episódio.

“Pedimos a cautela e a responsabilidade no compartilhamento de imagens e textos que não são condizentes com a realidade dos fatos. Por último, reiteramos a colaboração com as autoridades para que se esse triste episódio seja rapidamente esclarecido”, dizem.

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Estadão

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