Os quatro eixos do Programa Brasil Contra o Crime Organizado

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César, apresentou os eixos do novo programa para desarticular o crime organizado. O Programa Brasil Contra o Crime Organizado articula investimentos, inteligência e a ação coordenada entre União, Estados e municípios. A ideia é combinar capacidade coercitiva qualificada e instrumentos de investigação para atingir não apenas a ponta armada, mas também, o andar de cima, o comando e a base econômica das facções criminosas.

– Primeiro eixo: cortar oxigênio financeiro de organizações criminosas;

– Segundo eixo: “fechar torneira” do mercado ilegal de armas;

– Terceiro eixo: aumentar esclarecimento de homicídios;

– Quarto eixo: interromper comunicação entre lideranças em presídios.

No eixo de asfixia financeira, haverá a criação das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) nacional, para operações interestaduais de alta complexidade e o fortalecimento das atuais FICCOs estaduais.

Além da expansão do Comitê Integrado de Investigação Financeira e Recuperação de Ativos (CIFRAs), o uso de novas ferramentas de análise criminal e a ampliação da alienação antecipada de bens do crime organizado, com leilões centralizados no Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O cronograma prevê, entre abril e setembro, operações integradas mensais das FICCOs estaduais, operações da FICCO Nacional, instalação de CIFRAs nos estados, soluções tecnológicas para extração de dados de dispositivos móveis, como telefones celulares, e avanço da alienação antecipada de bens confiscados dos criminosos.

Na tentativa de aumentar a taxa de resolução de homicídios, estão previstas as seguintes entregas:

Entrega de 54 kits para IMLs.

– Aquisição de freezers científicos, viaturas refrigeradas, mesas de necropsia e mesas ginecológicas.

– Distribuição de 27 kits de comparação balística integrados ao SINAB.

– Entrega de 45 kits de DNA.

– Equipamentos de identificação genética integrados à Rede de Bancos de Perfis Genéticos.

– Kits de coleta de material biológico e amplificação de DNA.

– Distribuição de 27 kits de cadeia de custódia com armários deslizantes e cromatógrafos para IMLs.

No eixo do sistema prisional, as medidas incluem a implantação do padrão de segurança máxima em 138 unidades estratégicas, nos 26 estados e no Distrito federal, com aquisição de drones, kits de varredura, raios X, veículos, georradares, scanners corporais, detectores de metal, soluções de áudio e vídeo e bloqueadores de celulares.

O programa prevê ainda a criação do Centro Nacional de Inteligência Penal (CNIP) para integração nacional de informações, a realização de operações integradas de inteligência para retirada de celulares e outros objetos ilícitos dos presídios.

O programa prevê a criação da Rede Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Armas, Munições, Acessórios e Explosivos (RENARM) e o fortalecimento do Sistema Nacional de Armas (SINARM). Algumas das entregas:

– Entrega de 27 rastreadores veiculares GSM;

– Aquisição de instrumentos de investigação e fiscalização de fronteiras, como câmeras, softwares e conectores;

– Compra de viaturas 4×4 blindadas e semiblindadas;

– Aquisição de equipamentos optrônicos táticos e aerotáticos;

– Ampliação de embarcações e aeronave.

PUBLICIDADE
Estadão

Todas as notícias de Londrina, do Paraná, do Brasil e do mundo.